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quinta-feira, 20 de julho de 2017

LISTAS BRUTAIS: 4 vezes que o Plantão da Globo passou boas notícias

Quando aquela música toca, os microfones voam e o logo gigante da Globo aparece com o nome plantão, o que você pensa? Que já era, que o mundo acabou, que todo mundo morreu, que a maior desgraça da face da terra acaba de acontecer, e é bem compreensível pensar assim, já que essa vinheta causa mais ataques de pânico do que o exorcista e o boneco assassino juntos, mas nem sempre é assim, as vezes (raras vezes) o Plantão da Globo noticia coisas boas, e se você não acredita, vou mostrar 4 exemplos.   

4° Guga vence em Roland Garros (1997) 


Era um domingo, a Globo, sem nada de importante pra passar, resolveu reprisar um show da Daniela Mercury (quero ver fazer isso hoje em dia) as meninas estavam lá dançando e pá, aí a música termina e vem a vinheta do satanás, mas dessa vez trouxe uma notícia boa: Fernando Vanucci (aquele que ficou bêbado na final da copa de 2006) noticiou que Gustavo Kuerten, o Guga, tinha vencido seu primeiro torneio de Roland Garros (que é meio que a copa do mundo para o tênis) logo após vinha uma entrevista com Guga e sua família. 

O engraçado é que a Manchete havia passado o torneio inteiro, jogo por jogo, mas no final era a senhorita Globo, que nunca tinha dado bola pra tênis antes, que conseguiu uma exclusiva com o campeão, bem a cara da emissora mesmo: Roubar os louros das emissoras pequenas (vide transmissão da Liga dos Campeões que eles só passam os jogos finais, enquanto a Band passa tudo).   

3° Aumento no salário mínimo (2004)  


Hoje essa noticia não ganha nem 2 minutos no Jornal Nacional, mas em 2004 ela teve um belo destaque, com todas as especulações de quanto seria, o Plantão entra com a Sandra Annemberg conversando com uma correspondente em Brasília, que anunciou que o valor era de R$ 260,00 (hoje em dia isso não paga nem três contas, mas na época a moeda tinha uma força maior, por isso dava pra fazer muito com tão pouco).    

2° Patrícia Abravanel volta pra casa (2001)   


2001 deve ter sido um ano muito cheio de plantões, em um intervalo de 3 semanas tivemos três eventos incomuns e tristes que acabaram ganhando plantões (o sequestro da Patrícia, depois o do Silvio Santos e o atentado do 11 de setembro), mas pelo menos esse teve uma conclusão feliz.   

Depois de quase um dia em posse de Fernando Dutra Pinto, numa madrugada de agosto, Patrícia Abravanel foi liberada pelo sequestrador e chegou em casa sã e salva, ela chegou chorando, mas pelo menos chegou inteira.  

1° Resgate do último mineiro chileno preso (2010) 


Quem não lembra dessa história? Virou até filme, era um feriado do dia das crianças, os caras já estavam presos há dois meses e então começaram a resgatar os mineiros, a Globo fazia breaks pra mostrar a saída de cada um, então quando chegou a hora do último sair, eles fizeram o plantão com a Cristiane Pelada Pelajo pra mostrar o processo de remoção. 

Pra quem não lembra da história, foi a seguinte: 33 mineiros ficaram presos em agosto de 2010 em uma mina subterrânea, no Chile, e só foram resgatados mais de dois meses depois, o que marcou todo mundo que assistiu foi o grito de guerra deles quando um saia da mina, mas enfim, um final feliz que o plantão da Globo exibiu. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

O Guia do Mochileiro das Galáxias: Diferenças entre o filme e o livro


O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma série de livros (que sugiro que você leia) criada por Douglas Adams na década de 70, os livros acabaram ganhando muita popularidade por seu humor nonsense que lembrava bastante o Monty Phyton (será que tem a ver com o fato de Adams ter escrito roteiros para o programa britânico?). A história retrata o protagonista Arthur Dent, um simples homem britânico que teria sua vida inteira revirada: Sua casa foi demolida, ele descobriu que seu melhor amigo, Ford Prefect, era um alienígena e que a terra seria destruída e eles precisariam fugir para o espaço, tudo isso em menos de uma hora, então lá eles acabam encontrando a nave Coração de Ouro, que era habitada por Zaphod Beeblebrox (presidente da galáxia que tinha roubado a nave) Trillian (uma terráquea que fugiu com Zaphod) e Marvin (um robô maníaco-depressivo que era o ''serviçal'' da nave) eles viajavam pelo espaço em busca de altas aventuras e se metendo em várias confusões (me senti o narrador da Sessão da Tarde). 

A história de Douglas Adams havia começado como uma ''áudio novela'', depois virou livro e depois adaptada de várias outras formas: Uma série de TV na década de 80, história em quadrinhos alguns anos depois e um filme, que foi lançado em 2005, e é desse último que vamos falar.   

Como toda adaptação de livros, o filme acabou levando várias críticas de fãs da série, essa publicidade ruim mudou os planos: O que era pra ser uma franquia de filmes como Harry Potter acabou ficando incompleta, cobrindo apenas o primeiro livro. Na minha opinião o filme nem é de todo ruim, mas depois que se lê o livro, dá pra entender algumas reclamações, por isso vamos ver as diferenças de um pra outro:      



- No filme, a primeira cena que vemos é o aviso dos golfinhos sobre o que iria acontecer com a terra, sobre como a humanidade é a terceira espécie mais inteligente (perdendo pra os golfinhos e ratos nessa ordem), no livro também temos essa passagem, mas é mais para o meio do livro.     

- A cena após essa também é um pouco diferente: que é a cena clássica que Arthur tenta impedir a destruição de sua casa: No livro, a passagem original tem bem mais enrolação e é bem mais engraçada, com um debate pra saber quem ficaria deitado na frente do trator, que terminou com o superintendente da obra deitado enquanto Ford e Arthur foram ao bar.  

- Na cena em que a Coração de Ouro resgata Arthur e Ford, Zaphod é revelado ter duas cabeças, mas ao invés de ser uma ao lado da outra, era a cabeça pensante em cima e a outra ocasionalmente aparecendo no pescoço dele pra fazer besteiras. A forma de Zaphod foi criticada pelos fãs.     

- Logo após a essa cena, Zaphod mostra um arquivo de Magrathea, mostrando todo o processo de descobrimento da resposta a grande pergunta da vida, do universo e tudo mais. No livro, isso é mostrado a apenas Arthur em Magrathea por Slartbastfast (ele disse que não era importante).     

- A ida da nave a Wildvoldon 6 (é assim que escreve?) e o embate de Zaphod com seu arqui-inimigo eleitoral, o que levou Zaphod a perder sua cabeça pensante num trato, a prisão de Trillian e um monte de outros eventos na cadeia pra liberá-la, isso não acontece no primeiro livro.      

- Logo após essa cena, vemos um ''monólogo'' sobre a criação do universo, no primeiro livro não vemos isso, mas no segundo (O Restaurante no Fim do Universo) ele aparece logo no primeiro capítulo.     

- A cena da trupe chegando a Magrathea, sendo atacada por mísseis de segurança, e sendo salvos por Arthur apertando o botão da ''Improbabilidade Infinita'' foi uma das mais fiéis do filme, exceto por um detalhe: Eddie (o computador que comanda as funções da nave), no livro, canta ''You'll never walk alone'' (uma das partes mais engraçadas) e no filme isso não acontece, uma pena. 

- No filme, uma das reclamações frequentes dos fãs foi o fato de colocarem um romance entre Arthur e Trillian, isso poderia ser um tremendo spoiler, mas não é porque no livro isso não acontece, por isso a cena que Trillian usa a arma do ponto de vista em Zaphod e o beijo entre ela e Arthur no final são cenas desconsideradas por não serem citadas no livro. 

- Na cena que os ratos criadores do universo tentam roubar o cérebro de Arthur, era preciso criar uma pergunta que respondesse a resposta a vida, o universo e tudo mais, ou seja, uma questão que o resultado fosse 42, mas no filme a pergunta para a resposta foi encontrada por Arthur, mas no livro, os ratos encontram essa resposta.  

- A cena dos mochileiros fugindo dos Vogons, com Marvin salvando o dia usando a arma do ponto de vista, fazendo que os monstros vogonianos morressem de depressão não acontece no livro.        

- A cena final com a ida dos mochileiros ao Restaurante no Fim do Universo tem umas mudanças: No filme, eles derrotam os Vogons, no livro eles escapam do ataque com a nave do Slartbastfast, e não com a Coração de Ouro como no filme (mas de todo jeito, o segundo livro começa com a nave original que o Zaphod roubou, sem nenhuma explicação ou relação com o outro final).
   

  

LISTAS BRUTAIS: 4 programas de TV ruins que deram boa audiência

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~O listas brutais faz seu retorno triunfante, com o começo das minhas incríveis férias de duas semanas, eu tive tempo e energia pra elaborar listas para este humilde blog, eu vou tentar atualizar frequentemente o blog (ouviram bem, tentar) e arrumar um jeito de manter o quadro rolando semanalmente, mas enfim, vamos ao post~

Nem sempre os programas de TV são bons (obviamente) mas parece que ultimamente isso virou tendência nos canais abertos, seja por orçamento fraco, ou por falta de criatividade, programas televisivos acabam tendo uma qualidade abaixo do pré-sal e superando o limite de bosta, mas mesmo assim, alguns acabam se salvando, dando boa audiência mesmo sendo uma bela porcaria, e aqui temos quatro exemplos disso.  

4° Encontro com Fátima Bernardes- Globo 
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Além de ser conhecida como a esposa/parceira de bancada do Willian Bonner (hoje em dia ela não é nenhum dos dois) Fátima Bernardes em 2012 virou a mulher sem coração que tirou o espaço da TV Globinho, iniciando uma onda de despejo de desenhos da TV aberta até a aprovação da lei da publicidade infantil, extinguindo a programação infantil, mas enfim, tudo isso começou graças ao seu programa Encontro, que nasceu em 2012, mas como a vida é justa, o programa começou muito mal das pernas. Com toda a história do ''fim'' da TV Globinho, muitas crianças órfãs de desenhos migraram pra o SBT, fazendo a audiência cair drasticamente, mas sinceramente, o programa no início era meio sem graça mesmo, Fátima não era tão boa apresentando (imagem meramente ilustrativa) mas ao longo de 2012 o programa teve algumas mudanças e acabou superando a crise, com a Fátima virando uma das queridinhas dos patrocinadores, e o programa virando constante na grade global.   

3° É de casa- Globo

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Em 2015 para colocar o último prego no caixão da TV globinho, outro programa ruim entrou no ar, tirando o espaço dos desenhos que já eram bem escassos, esse era o É de casa: Uma espécie de Mais Você com apresentadores de bico (Cissa Guimarães e André Marques) apresentadores que estavam na geladeira (Patrícia Poeta e Zeca Camargo) a substituta de carteirinha da Globo (Ana Furtado) e o pobre Tiago Leifert, que só tirava suas férias esperando a hora de gravar a narração do FIFA e a nova temporada do The Voice (eu sei que é estranho colocar ''do'' e ''the'' na mesma frase, fica ''do o'').     

Obviamente que com essa mistura fracassada o programa tinha tudo pra dar errado, e deu, mais uma vez fazendo a Globo ficar fora da liderança por perder pra desenhos do SBT, que tinha acabado de assinar com a Disney pra exibir seus desenhos todas as manhãs, fazendo assim o programa global passar quase o resto de 2015 fora da liderança, mas além dos desenhos, outro motivo empurrava o programa pra baixo: O fato de ser uma bela porcaria. O programa até inovou trazendo mais apresentadores que o normal e as reportagens filmadas com celulares, mas mesmo assim o maior problema do programa foi sempre parecer muito artificial e forçado, não facilitando uma identificação com o público. 

Os produtores até tentaram mudanças no programa, mas em questão de qualidade não adiantou muito, mas a audiência acabou voltando quando o público cansou dos desenhos do SBT e ''se acostumaram'' com o programa, agora o É de casa é só mais um programa da Globo que todo mundo assiste no automático, como o Vídeo Show.  

2° Encrenca- Redetv

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Em junho de 2014 em mais uma tentativa de criar um programa de humor pra substituir o Pânico, a Redetv! trazia o Encrenca, que era basicamente a mesma coisa que o Pânico (até tinha sido trazido de uma rádio igual) mas sem a mesma graça que fez o primeiro ser sucesso.  

O programa começou modesto, sem nada de especial, tanto no conteúdo, tanto na audiência, mas em 2015, o programa acertou em cheio com um golpe certeiro de criatividade, que olhando hoje (ou em qualquer época) é ridículo dizer como isso fez sucesso, que foi a estreia do quadro ''Zap Zap'' que, obviamente, exibia vídeos virais do Whatsapp, mas além das ''videocassetadas'' e vídeos de gente bêbada, o quadro exibia outros virais, como YTP's, mashups e etc.  

O quadro foi tão importante para o sucesso do programa que além de crescer significantemente a audiência (chegando a superar o Pânico várias vezes), criou uma tendência entre programas de baixa audiência (o CQC copiou e a Band também repaginou o Só Risos, transformando no Zap Zap narrado pelo pessoal do Pânico) fazendo emissoras como a Band tomar medidas totalmente desesperadas, como colocar o Datena no domingo com um monte de panicats em volta, e isso, pra mim, não tem preço.  

1° Esquenta- Globo

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É CLARO QUE ESSE TINHA QUE ESTAR EM PRIMEIRO, SERIA UM PECADO MORTAL FALAR DE PROGRAMAS RUINS SEM COLOCAR ESSA ABOMINAÇÃO NO TOPO. O programa da Regina Casé, que começou como um especial em 2011, acabou ficando na grade da Globo por causa da boa audiência que tinha alcançado, o que é um crime pensar que pessoas assistiram isso e continuaram ligando a TV nos próximos cinco anos, acho que o pacto que a Xuxa tinha com o demônio foi repassado e reforçado para esse programa.  

Eu sei o que você está pensando, que eu estou exagerando na reação, mas agora eu vou explicar porque esse programa era ruim: Em primeiro lugar, era apresentado por essa beleza de mulher, Regina "Papangú" Casé, em segundo lugar, era cheio de bairrismos cariocas, com presença de um monte de sambistas e funkeiros cariocas (por isso que o programa só tinha audiência no Rio) tornando o programa irritante pra qualquer um que não fosse do Rio, ou que simplesmente não gostasse dos dois ritmos, e em terceiro lugar ainda mistura um monte de sensacionalismo e assistencialismo barato, o que é mais do mesmo para um programa dominical de auditório aqui no Brasil, então basicamente era um programa extremamente bairrista, misturado com pitadas de chororô e um papangú no meio como a apresentadora, uma real formula de sucesso.  

Mesmo com todos esses problemas, o programa consegui fazer sucesso e durar na TV, mas tudo começou a dar errado em 2014, quando a Record lançou o programa do Geraldo Luiz (programa igualmente ridículo) e levou a guerra pela audiência com mais chororô e assistencialismo, o programa da Casé batalhou por mais de um ano, mas em 2016, a Globo cansou de ser ameaçada, então fez o possível pra adiar a volta do Esquenta, colocando seguidamente o The Voice Kids e o Superstar no ar, mas em outubro eles trouxeram de volta o Esquenta, só pra matar de vez dois meses depois e colocar no lugar uma atração assistível no lugar, o Tamanho Família, do Márcio Garcia.
   

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A treta do são joão: Forró VS Sertanejo


O São João já passou (aqui ainda tem mais uma semana, infelizmente) mas as confusões continuam sobre o que podemos dizer sobre a treta (ou uma das) do mês: Forró vs Sertanejo.

Tudo começou quando depois de seu show no São João de Campina Grande, Elba Ramalho e vários outros artistas da terra começaram a criticar a organização do evento por trazer músicos sertanejos para a festa, com o argumento de estar quebrando uma tradição, que é ter artistas de Forró predominando nos shows.   

Aí a situação fica pior quando foi divulgado um áudio (Temer não gostou disso) do Alceu Valença, forrozeiro de tradição aqui, falando que reprovava a vinda de artistas como a Marília Mendonça pra cá porque o sertanejo é "música pra bêbado", a Marília respondeu falando que ela estava lá por desejo do povo e tals, ou seja, o pau quebrou, o bicho pegou, as coisas ficaram sérias, mas será mesmo que vale tudo isso?

As coisas mudam, os anos passam, as pessoas crescem e o mais importante é que tudo se renova, então ver esse discurso saudosista/exclusivista da Elba e de outros artistas é um pouco triste, mas o que eles não perceberam é que o próprio São João já deixou de ser aquele showzão de forró muito antes deles pensarem em reclamar, se você pegar o estilo do forró hoje, você vê uma pegada eletrônica e frenética, que é MUITO diferente do forró pé de serra calmo pra dançar colado que eles fazem.    

E por falar em forró hoje em dia, se você comparar, o ritmo também tá cada vez igual ao sertanejo universitário, usa a mesma batida, aborda os mesmos temas, e tem o mesmo público: cachaceiros, então porque a briga? Poxa, uma das coisas que mais vejo nas ruas aqui de Campina é aqueles carrinhos de som tocando forró, onde o pessoal faz cover de músicas do Luan Santana, Jorge e Matheus e etc. Ou seja, o problema é só com o pessoal experiente da coisa, e sinceramente, só tem um motivo da raiva deles: Dinheiro, porque perdendo o espaço pra esse pessoal do sertanejo, significa menos cachê pra os figurões do forró.   

E por fim, devo dizer que a Marília Mendonça está certa (nunca achei que ia compactuar com aquela mulher) o São João mesmo com toda tradição, acima de tudo ainda é um show montado por empresários visando o lucro, então se artistas como o Wesley Safadão e Marília Mendonça são queridos pelo público, serão chamados sempre, quer quem goste ou não, o jeito pra artistas da velha guarda é engolir o orgulho e o egoísmo e aprender a dividir o holofote com pessoas de outro ritmo, porque no final o que importa não é a opinião desse pessoal e sim do público.  
  

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Review do álbum Murmur- R.E.M. (1983)


Resolvi voltar ao blog pra fazer uma coisinha que sempre quis fazer, reviews. Eu já tinha feito review do álbum mais recente do Pixies e tava louco pra repetir a dose com outra desse estilo, mas uma coisa me faltava, que era tempo, mas adivinhem só, com feriados e tudo mais, esse fim de semana vai ser bem movimentado aqui no blog, já que essa não vai ser a última review da semana (wait and you'll see).    

Mas vamos parar de falar sobre a review em si e falar do objeto que será dissecado aqui hoje, com vocês, um dos meus álbuns de Rock Alternativo que mais gosto e o meu favorito do R.E.M., o Murmur, e depois dessa review, você vai entender por que.      

1- Radio Free Europe: Todo álbum tem que ter um começo forte, uma coisa memorável, e já que pro R.E.M. essa música era a ''primeira'' em todos os sentidos, nada melhor fazer bem feito, não? A música é bem envolvente, os vocais do Michael Stipe aumentam o tesão pela música, e é um dos primeiros sucessos da banda, então começamos bem a jornada.  

2- Pilgrimage: Nada nesse álbum grita anos 80 mais do que essa música, uma guitarra leve e mais rápida, com um ritmo bastante gostoso de acompanhar, esse som vai te passar sensações boas, como se você tivesse ganhado alguma coisa (pelo menos é assim que eu me sinto toda vez que eu escuto).   

3- Laughing: A história de uma música quando alguém ligou a luz do quarto e teve uma crise de riso, mas isso pouco importa, porque a melodia te leva pelo nonsense dessa música, e a viagem até não é ruim.   

4- Talk About the Passion: Diria que a primeira música de ''bad'' do álbum, a letra é um pouco melancólica, falando de pessoas que tiram suas próprias vidas por não aguentarem o peso que o mundo coloca sobre seus ombros, mesmo com só apenas alguns versos, a música consegue segurar a atenção.   

5- Moral Kiosk: A música mantêm o padrão do álbum até aqui, com uma melodia contagiante e um refrão que gruda bem na cabeça, nada de incomum até aqui.

6- Perfect Circle: Por falar em melancolia, chegamos a uma das melhores músicas na minha opinião, essa música consegue ser uma música melancólica feliz, com seus arranjos de piano, a música ao invés de te deixar triste, te faz pensar, viajar para o futuro e sentir até um pouco de medo.   

7- Catapult- Pra mim, uma das músicas mais grudentas desse álbum, o refrão gruda que nem chiclete, e sinceramente, depois de escutar algumas vezes, é impossível não cantar alucinadamente com o Stipe ''CATAPULT (catapult)''. 

8- Sitting Still- Sabe quando a música é boa do início ao fim? Eu já vi nesse álbum músicas que só são chicletes por causa da melodia, ou o refrão, essa música aqui é boa em todas essas partes, e ainda tem uma letra legal.    

9- 9-9-  Essa música é mais uma das tantas desse álbum que tem um refrão que além de pegajoso, tem belos arranjos envolvidos no meio, que transformam essa música em lasanha para os meus ouvidos, além do trocadilho com o nome e a posição que colocaram ela no álbum (mesmo sendo besta, me fez rir horrores).   

10- Shaking Through: Pra mim é a melhor música do álbum, é o tipo de som que você só aumenta o volume e se você tiver dirigindo, acelere como nunca (não faz isso que você pode atropelar uma velhinha) porque se você não acelera, a música acelera pra você, é verdadeiramente um hino, pena ser tão subestimada.  

11- We Walk- AI WE WALK, essa música já foi trilha sonora de muitas coisas na minha cabeça (a maioria era momento feliz) porque essa música tem essa energia de domingo de manhã, um cafezinho no campo e tudo de bom que existe e possa existir nessa encarnação está nessa música.  

12- West of the Fields: Infelizmente é a última canção do álbum, e ela traz toda essa melancolia de fim de álbum com uma música que não é triste, mas te faz viajar, como Perfect Circle, mas é um ótimo final para um ótimo álbum.   

O Murmur pra mim é o melhor álbum do R.E.M. por trazer toda essa boa energia com suas melodias e refrões gostosos de se ouvir, mas tirando esses motivos mais pessoais, pra levar essa review pra um lado mais crítico, eu diria que o Murmur teve sua importância porque além de ser o primeiro álbum, apresentou ao mundo ao estilo moleque (pelo menos na época) do R.E.M., e ''popilizou'' (eu sei que a palavra certa é popularizou, mas não ia ter o mesmo sentido) o rock, deu uma pegada mais pop, que ia virar tendência nos anos a seguir. Então por hoje é isso, amanhã vem mais reviews, até lá.
  

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Você já ouviu falar de ASMR?


Semana passada eu estava na internet procurando por coisas novas e loucas, alguma coisa pra relaxar, e então que eu acabei caindo num vídeo de ASMR, a reação que eu tive foi de espanto, fiquei tipo aquele meme do Johnny Bravo "estou horrorizado, mas curioso". 

"Mas o que merdas é ASMR?" você pergunta. Beeeem, ASMR é uma sigla para resposta meridiana sensorial autônoma, ou o que muita gente diz, um orgasmo mental, que pode ser causado de vários jeitos, desde um cafuné, até barulhinhos e vozes que sussurram no seu ouvido. Biologicamente falando, essas práticas são meio que estímulos no teu cérebro e fazem você sentir coisas como cosquinhas na cabeça, sono, arrepios e até ficar excitado, dependendo da pessoa.    

No YouTube (que foi aonde eu encontrei), tem um monte de canais que são dedicados a fazer vídeos de ASMR, onde pra relaxar a galera, eles fazem coisas como cochichar em um microfone binaural (que até agora eu não consegui entender como funciona, se você sabe e quiser me explicar, a vontade) fazer barulhos com a boca, bater em tigelas, madeiras, qualquer coisa, só que de uma forma suave e até rola uns Role-Playing pra fazer você realmente se envolver com o vídeo. Eu sei o que você está pensando, é absurdo, é louco, parece até que eu tô inventando, mas não, e o mais louco é que esses canais que fazem ASMR são bem bombados de views, com vídeos com mais de 100 mil visualizações.  

"Mas afinal, porque isso faz tanto sucesso?" Existem as teorias, mas a principal é que realmente essa pratica deu certo com MUITA gente, tanto que em todo vídeo que você vê sobre o assunto tem relatos de pessoas falando sobre como o ASMR ajudou eles a superarem coisas como insônia e ansiedade, e talvez isso funcione mesmo, mas a ciência ainda não comprova nada sobre a eficiência do ASMR. 

Pra fechar, vou dar minha opinião sobre o ASMR em mim até agora: Não teve muito efeito, raramente senti cócegas na cabeça e quando tentei dormir escutando um desses, ele atrasou meu sono ao invés de antecipar, mas mesmo assim gostei da experiência, não sei por que, mas me sinto bem vendo esse tipo de vídeo, talvez seja uma espécie de fetiche com cochichos, não sei explicar, mas como as coisas vão de pessoa pra pessoa, eu recomendo a você testar o ASMR, pois tem muitas utilidades, mesmo quando não for útil, porque se não funcionar pra você, pelo menos tem umas gatinhas cochichando no seu ouvido pra você admirar, e isso definitivamente é uma boa coisa, e pra terminar, deixo vocês com uma demonstração de ASMR do canal Sweet Carol, que é a maior Youtuber brasileira nesse ramo.    

 
 

domingo, 28 de maio de 2017

O blog não está morto


Já se passava mais de um mês sem um post, as views começaram a sumir (já existiram algum dia?) e a dúvida pairava no ar: Afinal, o Coisa Minha tá vivo ou tá morto? Bem, aqui estou eu para responder sua pergunta (mesmo que ninguém tenha perguntado). 

O status do blog é o seguinte, ele não tá vivo, nem tá morto, ele só está existindo, passando pela vida, ocupando espaço e sendo reprise eterna pra quem leu ele no último mês, mas ele não vai ficar parado assim por muito tempo.   

É que eu tô mais atarefado que a polícia federal prendendo gente da família Neves, o que me deixou mais ferrado do que o Michel Temer depois que a Globo mostrou as conversas dele no JN, resumindo, eu to cheio de coisas pra fazer e não sei quando vou ter um tempo pra postar (ou até sei, vou ter um recesso no meio de julho, o que eu vou usar pra reviver essa criança) mas isso não significa que o blog vai ficar inativo até lá, já tô planejando arranjar tempo e coragem pra tirar do papel uma entrevista com uma parceira do blog, a Larissa do Minha Literaturinha (que inclusive fez uma entrevista comigo e que você super deveria ir ler) e mais outras loucuras que saem da minha cabeça.   

Esse foi um post só pra dar notícia mesmo, mas ainda nessa semana vai sair a entrevista com a Larissa e outras coisas mais ao longo da nossa existência, então era só isso, boa noite (ou bom dia), (ou boa tarde), (ou boa madrugada), (enfim, vocês entenderam).