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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lembranças da copa do mundo #01- A copa de 2002

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A copa do mundo começou a mais ou menos uma semana e finalmente tive tempo para me manifestar, como essa é uma época especial, o Coisa Minha também vai entrar no clima da copa, até julho, vocês vão ver vários posts especiais falando sobre copa aqui, e se você não gosta de copa ou futebol, bem, aí eu não posso fazer nada.   

Eu queria começar a série de posts falando sobre minhas lembranças com a copa do mundo, já que é uma época que eu gosto muito e por incrível que pareça, eu já vivi umas 5 copas, mesmo sendo tão jovem (gostando de futebol, eu só vivi quatro copas), mas a minha primeira experiência foi quatro anos antes, em 2002, na copa da Coreia do Sul com o Japão (por algum motivo). 

Nessa época, eu tinha aproximadamente 2 anos de idade, então como vocês podem esperar, eu não lembro muito dessa época, mas me lembro de uma história que me contaram depois sobre a final dessa copa, que podemos dizer que foi o dia que eu impedi a minha mãe de ver a final da copa.  

Essa copa era bem peculiar pelo fato de que os jogos eram transmitidos de madrugada aqui no Brasil (isso tem a ver com o fuso horário) então todo mundo acordava umas 4h da manhã e fazia uma bela algazarra por aí, então é claro que iriam acordar o bebê da casa, era simplesmente uma questão de lógica, mas fazer o que? Chegou um dia que eu me vinguei das privações de sono, e resolvi fazer isso justo no dia mais importante da tal copa do mundo.  

Todo mundo da minha família (tirando o meu pai que nunca foi fã de futebol) estava na casa da minha vó para ver o jogo, mas eu simplesmente não deixei minha mãe ir, porque eu ficava gritando horrores, então a minha mãe tinha que ficar comigo e dar um jeito de me calar pra assistir o jogo, mas acabou que ela não conseguiu, ela me levou pra dar uma volta na rua, me colocou de volta na cama, mas nada adiantava, ela só soube o que estava acontecendo graças aos fogos na rua, mas não viu jogo, não viu gols, não viu o cabelo zoado do Ronaldo fenômeno, tudo isso por minha causa.  

Quando eu ouvi essa história, eu só fiquei pensando como minha mãe deu vacilo a não assistir ao jogo, ela podia simplesmente ter ligado a TV, não era como se eu tivesse apontado uma arma na cabeça dela dizendo pra ela não fazer isso, ela podia ter só ligado a TV e colocado no volume máximo e ficava me olhando, não era como se ela fosse incomodar os vizinhos, já que todo mundo tava fazendo mais barulho que ela, e meu pai tem um sono pesado, então ele iria aguentar o barulho, mas fazer o que? Sendo assim, eu só posso pedir desculpas pra minha mãe (mesmo que eu já tenha pedido).


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

História Original: O dia em que eu tomei um fora de uma menina que eu nem gostava

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Sabe aqueles dias em que tudo dá errado pra nós? (pra muitos, isso é uma rotina) aqueles dias que o ônibus passa por cima de uma poça e te molha? Aqueles dias em que você solta o barroso e a água volta em você? Eu descobri cedo e da pior maneira possível como a vida pode ser sacana com você.    

Mas antes de chegarmos no fatídico dia, vamos aos antecedentes desse dia: O ano era 2010, eu fazia a quarta série, mas as coisas não começaram bem, caí numa turma sem meus amigos, na verdade, eu havia caído numa turma onde só tinha sete meninos (hoje em dia isso não seria problema, mas sabe como é criança, né?) a primeira semana foi meio parada, mas as coisas começaram a agitar na segunda semana.   

Era uma segunda feira, na semana que antecedia o carnaval, estavam lá sentados em um grupo de quatro, eu, um menino que eu considerava amigo, o primo dele e uma menina, e essa menina, de alguma forma, me chamou atenção, ela era loirinha, tinha a minha altura, ela era de Goiás, e tinha um leve sotaque (acho que essa foi uma das razões por eu ter me atraído) nós tivemos um leve contato, uma pequena conversa, pronto, já era o suficiente, eu havia me apaixonado, e o pior: Era a primeira vez que aquilo acontecia. Me senti estranho a semana inteira, ficava feliz quando via ela entrar na sala, é, já deu pra perceber que eu já estava ferrado, mas apesar do sentimento, eu era uma criança, não conseguia lidar com isso direito, então resolvi esconder isso, guardar só pra mim, achei que era o melhor, mas a gente sabe que a língua as vezes tem vontade própria.   

Depois de tanto silêncio, finalmente, numa segunda feira, em março, eu contei pra alguém, contei para um amigo, com o combinado que era só pra ele saber, no outro dia, uma informação que foi confidenciada pra uma pessoa virou informação pra cinco pessoas, mas estava tudo bem, porque ela ainda não sabia, mas isso iria mudar, e seria logo.   

Na quarta feira, meu ''amigo'' resolve contar para algumas garotas, que depois contaram para outras garotas (e também para garotos) que acabaram contando para outras pessoas, assim alguns foram me perguntando sobre isso e seguiu assim no recreio inteiro, até que finalmente voltamos para a sala, a falação ia parar... bem, pelo menos era o que eu queria, mas claro que não aconteceu, eles continuaram falando e falando, até que chegou no ouvido da tal garota, e ela olhou pra mim com uma cara de ''nem em um milhão de anos vamos ficar juntos'' aquilo me destruiu fortemente, era a primeira paixão que eu tinha e a primeira decepção, e o dia só piorava, quando ia embora, uma menina que eu nem conhecia chegou pra mim e disse ''eu nem gosto de você, otário'' aí ela pisou no meu pé e me mostrou a língua, em um dia, eu fui assunto do colégio, tomei um fora de uma menina que eu gostava e de uma que eu não gostava, e essa, meu amigo, é uma história original.  

MORAL DA HISTÓRIA: Se é a sua primeira experiência em qualquer coisa, o destino vai fazer questão que seja inesquecível, mas não significa que de um jeito bom.
 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

História Original: O dia em que eu entrei numa festa sem ser convidado

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Eu tinha mais ou menos uns seis anos de idade, minha família e eu morávamos na Bahia (é lógico que eu tava com a minha família, eu só tinha seis anos), estudava de tarde numa escola que diria ser um misto de particular com pública, já que eles tinham aula de música (coisa que o colégio particular que eu estudei não tinha) mas ao invés de tomar banho de piscina, eles molhavam a gente com uma mangueira (nem sei por que tô falando isso, vamos voltar pra história, shall we?)  

Enfim, certo dia, eu, como um garoto serelepe que sou, estava andando pelos corredores da escola quando passei por uma sala e vi um monte de gente, balões de festas, comida e um monte de professor comendo, então eu entrei, e antes de tomar uma conclusão do que estava acontecendo, chegou uma professora e me puxou pra dentro, me deixou numa cadeira esperando, enquanto esperava, tive uma sensação de estar em uma festa, e logo depois de ter essa dedução, a professora (ou a tia, como a gente chamava) volta com um prato com um pedaço de bolo, brigadeiros, coxinhas e junto veio um copinho de refrigerante, foi nesse momento que tive a certeza de estar em uma festa.  

Até aí tudo bem, tirando o fato de eu não ter recebido convite pra entrar, mas eu tentei resolver a situação, eu fui andando no meio das pessoas, tentando descobrir pelo menos quem era o aniversariante, certo? Errado, eu fui até a mesinha, peguei outro pedaço de bolo e fui embora, por que desde pequeno eu tenho a incrível habilidade de não me importar com nada que acontece, e essa, meu amigo, é uma história original.   

Então... Basicamente aprendemos que a segurança nas festas infantis é fraca e ridícula, chegando ao ponto que um simples moleque burla o sistema e rouba comida da festa.