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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Ser Palmeiras é...

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"Ser Palmeiras é..." Essa é uma frase que estou a pouco mais de uma semana tentando completar. Até hoje estou sem palavras e com dificuldade para expressar meus sentimentos após um título heroico e inédito para mim. A tão sonhada obsessão virou uma realidade e muita coisa passou pela minha cabeça após aquele título da Libertadores, então resolvi pensar em tudo que o Palmeiras significa pra mim, mas pra isso, vamos fazer uma viagem ao longo do tempo. 

Quando eu comecei a ver futebol com seis anos de idade, eu não tomei o caminho natural que era escolher torcer para o time que estava sendo campeão naquela época, se eu tivesse feito isso hoje eu seria torcedor do São Paulo, do Internacional ou do Fluminense (sim, os anos 2000 foram de fato estranhos) por algum motivo eu resolvi virar palmeirense e nem ao menos me lembro o por quê, pra mim eu nasci (ao menos no futebol) daquele jeito com uma camisa da época da Parmalat e assistindo aos jogos todo domingo uniformizado como se eu estivesse no Parque Antártica. Na época eu era só uma criança vivendo num mundo onde tudo era novidade e sempre cheio de esperança, e na época torcer para o Palmeiras era isso: Esperança.  

Resultado de imagem para palmeiras 2008 

Por um bom tempo nos anos 2000 o Palmeiras não foi um time protagonista como é hoje, e sim uma equipe comum, coadjuvante, especialmente após o primeiro rebaixamento de 2002. Após a volta o time nunca se recuperou por completo mesmo sem passar pela situação de queda por um bom tempo. Naquela época a luta do Palmeiras era a vaga na Libertadores, mesmo que fosse apenas no 4° lugar. Eu como um palmeirense chorei como um rebaixamento ficar fora do G4 em 2007 e vibrei como um título a classificação para a pré Libertadores em 2008 (claro que esse tipo de exagero tem a ver com o fato de eu ser uma criança na época, mas acho que todo palmeirense se sentiu assim). Nesse mesmo ano de 2008 vi meu primeiro título como um torcedor, que foi o Campeonato Paulista, que teve jogos memoráveis como a virada incrível pra cima do Bragantino por 5x2 ou o jogo maluco contra o São Paulo com 3 pênaltis marcados (incrivelmente todos legítimos) pro Palmeiras, acarretando numa goleada de 4x1 contra o até então bi campeão brasileiro consecutivo. Tínhamos grandes jogadores naquela época: São Marcos ainda ativo (mesmo passando por diversas lesões), Valdívia que era nosso craque tanto no campo como na zueira, que judiou bastante do Corinthians naquela época (inclusive até 2009 tive sorte quando se tratava de derbys, só tinha visto apenas uma derrota, mas 2 surras incríveis de 3x0 em cima do Corinthians, uma em 2007 coordenada pelo animal Edmundo e outra com um hat trick do Obina), Diego Souza que tinha muita raça, Kléber Gladiador e Alex Mineiro formavam um dos melhores ataques que já vi até hoje, se o Palmeiras tivesse ido pra Libertadores 2008 sem dúvida esses dois iriam fazer a gente voar longe. Depois passou o ano, Alex, Kléber e Valdívia saíram mas o time do Palmeiras ganhou Keirrisson, que arrebentou no ano anterior e começou 2009 com tudo, ele jogou tanto que foi convocado para seleção e foi vendido para o Barcelona, mas acabou que sua carreira não decolou. Aqueles dois anos (2008/2009) pareciam que novos ares iriam vir para o Palmeiras, mas infelizmente as coisas não foram assim.    


Resultado de imagem para palmeiras 1x2 goias 2010 

Na metade de 2009 as coisas começaram a dar incrivelmente errado: Keirrisson saiu; Luxemburgo saiu; Vagner Love voltou e tudo deu errado; o atual técnico tri campeão brasileiro Muricy Ramalho chegou e deu tudo errado (alguns anos depois Muricy venceria o brasileiro pelo Fluminense e a Libertadores pelo Santos, provando que o problema não era ele e sim o Palmeiras); brigas em campo e muito mais foram os fatores que causaram o time perder o brasileiro mais ganho da história para o Flamengo e nem ao menos se classificar para a Libertadores do ano seguinte, era o início do sofrimento. 

Em 2010 o time fracassou precocemente na Copa do Brasil e no Paulista, então algumas coisas mudaram, ou melhor, voltaram a ser como antes: Kléber Gladiador, Valdívia e Luiz Felipe Scolari faziam seus retornos ao Palmeiras em busca de uma vaga na Libertadores no brasileiro e do título inédito na Sul Americana, mas nenhum dos dois aconteceu, em especial esse último fracasso foi bem doido já que o time estava na semi final e perdeu a vaga para o já rebaixado no campeonato nacional Goiás quando estava quase tudo resolvido.  

Entre 2011 e 2014 a esperança mudou de significado, ao invés de uma espera por dias melhores era um pedido de socorro. Vexames horríveis como o 6x0 do Coritiba, o 6x2 Mirassol e 6x0 Goiás marcaram e marcam até hoje. Claro que vencer uma Copa do Brasil em cima de um de seus carrascos em 2012 ajudaria a apagar essas lembranças, mas no mesmo ano o Corinthians venceu Libertadores e Mundial e o Palmeiras foi rebaixado para a série B pela segunda vez, criando duas marcas difíceis de se apagar: O rebaixamento e o Mundial. Nessa época falar numa rodinha de amigos que você era palmeirense era pedir pra ser zoado e não poder devolver pois a realidade te refutava e a equipe não melhorava, mas após quase ser rebaixado pela terceira vez, em 2015 os palmeirenses finalmente teriam uma pausa no sofrimento.   


Resultado de imagem para copa do brasil 2015

Após 2014, o Palmeiras assina um contrato de patrocínio master com a Crefisa e tem a oportunidade de reformular o clube e subir de patamar. Foi contratado o diretor de futebol do atual bi campeão brasileiro Cruzeiro, Alexandre Mattos, que com a grana da patrocinadora começou a contratar todos os jogadores possíveis e inimagináveis, alguns bons, alguns ruins, mas um em especial chamou a atenção: Dudu, que estava sendo pretendido por São Paulo e Corinthians, acabou fechando com o Palmeiras, mostrando o poderio econômico do time e colocando muitas expectativas no jogador. Ele no início não correspondeu, sendo o principal responsável da derrota do Palmeiras no Paulista para o Santos, quando ele perdeu um pênalti no jogo de ida e foi expulso no jogo da volta, mas com o tempo ele se recuperou e outros grandes foram surgindo no time: Gabriel Jesus, uma revelação da base que fez muito na Copa do Brasil, especialmente no jogo contra o Cruzeiro; Zé Roberto, um lateral experiente que virou o rei das preleções, com uma citação especial a "Bate no peito do amigo e diz: O Palmeiras é grande"; Robinho que ficou famoso por fazer gols de cobertura em cima do São Paulo e claro, Fernando Prass, que havia chegado em 2013 para a série B e acabou virando um dos pilares da reconstrução palestrina, e foi premiado com o pênalti que brindou o terceiro título da Copa do Brasil em cima do Santos, algoz do Paulista.   

Com o passar dos anos outros jogadores escreveram suas histórias no time, outros títulos foram conquistados e os olhos dos rivais cresceram, especialmente nos tropeços, mas zuar o Palmeiras não tinha o mesmo peso que tinha até 2014, já que ali todos estavam rindo de um time no fundo do poço, agora o objetivo era diminuir a auto estima do palmeirense, que tinha todos os motivos para estar alta, mas as cargas de estresse também. Como diria Tio Ben "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades" e o Palmeiras viveu isso a cada eliminação, a cada tropeço, a cada fracasso, já que como pode um time tão caro e capacitado não conseguir vencer uma Libertadores? Um Mundial? A incompetência do Palmeiras em reforços que não rendiam e técnicos inadequados chegou a gota d'água em 2019 quando Alexandre Mattos foi demitido. O padrão aumentou, por um tempo parecia que a torcida se estressava mais com o time numa fase boa do que quando o time estava mal, mas tudo estava prestes a mudar em 2020. 


Resultado de imagem para palmeiras libertadores 2020 

2020 começou com cautela no Palmeiras: Poucas contratações, mas tentando buscar alguém que viesse pra resolver. De início veio o LE Matias Viña e o ponta Rony, o resto das caras novas do time vieram todas da base: Gabriel Veron, Gabriel Menino, Patrick de Paula, Wesley, Danilo, Lucas Esteves, Alanzinho e outros. O Palmeiras fez também uma aposta num técnico vitorioso mas questionado: Vanderlei Luxemburgo, voltando ao Palmeiras depois de 11 anos. O time teve como primeiros testes a Flórida Cup e o Paulista. O primeiro foi vitorioso graças a derrota do Corinthians, o segundo começou bem, mas com ressalvas, só que com a pandemia o futebol deu uma parada, depois daí várias coisas mudaram, em especial a saída do símbolo do time, Dudu.   

Quando o futebol voltou e a bola jogada pelo Palmeiras se mostrou não ser das melhores estava claro que Luxemburgo não era o cara para comandar o time, mas mesmo assim o time foi avançando e chegou na final contra o arquirrival Corinthians, que havia vencido o Paulista em cima do alviverde em 2018 no Allianz Parque, dando a oportunidade de vingança, que veio, com muita emoção, mas veio também numa disputa de pênaltis, quando o garoto Patrick de Paula reduziu o gigante Cássio a um mero goleiro comum e garantiu o título do Paulistão.  

Apesar do título, o futebol jogado pelo time de Luxemburgo não agradava e vários tropeços ridículos começaram a acontecer como perder para o Botafogo (que viria a ser rebaixado meses depois) Coritiba em casa (que está para ser rebaixado) e São Paulo em casa (algo que nunca tinha acontecido no Allianz Parque), justificando a demissão do técnico. 

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Após muita pesquisa um nome foi escolhido: Abel Ferreira. Um técnico jovem, estudioso, que o maior feito até então tinha sido eliminar o Benfica de Jorge Jesus, que tinha acabado de ganhar Libertadores e Brasileiro com o Flamengo em 2019, com o modesto PAOK da Grécia pela Liga dos Campeões. Ele assumiu em Novembro de 2020, aproveitou bastante do trabalho do auxiliar do Palmeiras que ficou como treinador interino, Andrey Lopes e conquistou os jogadores, e com pouco tempo arrumou a casa e recuperou jogadores irrecuperáveis como Raphael Veiga, Zé Rafael, Gustavo Scarpa e etc. Até Ramires e Lucas Lima tiveram momentos de brilhantismo sob o comando do treinador português, mas claro que as coisas não foram assim tão simples. Abel chegava ao Palmeiras em meio a surtos de COVID-19 e no caminho de dois mata matas importantes: Libertadores e Copa do Brasil. Pra terminar de piorar, poucos jogos depois que ele assumiu, Wesley e Felipe Melo acabaram se lesionando e saindo até Fevereiro, mas isso acabou não atrapalhando Abel, que conseguiu avançar nas duas competições, levando o Palmeiras a duas semi finais, na Copa do Brasil o Palmeiras enfrentaria o América MG e na Libertadores o River Plate. 

Na Copa do Brasil o Palmeiras enfrentou dificuldades nos dois jogos, afinal o América MG havia eliminado Corinthians e Internacional nas fases anteriores, mas não teve jeito pro time mineiro, o Palmeiras chegaria na final da Copa do Brasil para enfrentar o Grêmio. Na Libertadores, o Palmeiras fez um primeiro jogo fora da curva, fazendo 3x0 no River Plate na Argentina. Já na volta a equipe do Palmeiras fez um segundo jogo fora da curva, jogando muito mal e perdendo por 2x0, mas conseguindo uma classificação difícil apesar do primeiro jogo.

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A final da Libertadores tinha tudo pra ser histórica: Enfrentando o Santos, um rival regional numa rara final brasileira dentro do Maracanã, o templo do futebol. A final em questão de qualidade não foi das melhores, mas o final do jogo é emocionante: O jogo estava empatado em 0x0 até o minuto 99 (mesmo ano que o Palmeiras vence a primeira Libertadores) Rony alça uma bola na área para Breno Lopes (atacante do Juventude que foi contratado em Novembro) que cabeceia para o gol, fazendo transbordar o espírito de todo palmeirense que sofreu e merecia estar passando por aquele momento.  

Naquele momento nada importava, a América era nossa outra vez, a nossa obsessão finalmente aconteceu. Nesse momento eu só tive a reação de gritar, xingar e chorar muito, como um desabafo, porque é assim que o palmeirense comemora, desabafando ao mundo emocionado todo o seu amor. Dali pra frente pouco importava o que aconteceria no mundial (perdemos btw) nada tiraria de mim aquela memória e o meu estado pós gol, queria viver naquele momento pra sempre. 

Após toda essa reflexão digo que ser Palmeiras é ser apaixonado como um louco, é perder e sentir que tive as pernas amputadas, mas é vencer e pular como se tivesse quatro pernas ao invés de duas. Sei que parece confuso, mas vou deixar uma frase do eterno Joelmir Beting que traduz muito bem o que sinto "Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível" 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

4 coisas que poderiam melhorar em Pokémon GO

Pokémon GO: Dia da Comunidade de janeiro de 2020 é revelado pela ...

No último mês de agosto fez 4 anos que Pokémon GO ativou seu incenso e colocou seu lure nessa pokéstop de problemas chamada Brasil e muita coisa mudou desde então. Quem ligou o game naquela quarta feira viu apenas a primeira geração de monstrinhos, oriundos da região de Kanto, muito diferente de hoje que temos a presença de mais quatro gerações do game, totalizando cinco locais diferentes do universo pokémon. Mas as coisas não param por aí, o game não apenas ganhou novos pokémon, ele ganhou novos ginásios, novas pokéstops, novas tasks, novos sistemas, resumindo, é um outro aplicativo. 

É um aplicativo totalmente diferente, mas aquela velha história: Sempre há no que melhorar, por isso eu vou criar esse ranking, e como fazem 4 anos da chegada de Pokémon GO no Brasil, ao invés de um top 5 será um top 4. Top 4 coisas que poderiam melhorar em Pokémon GO.

1- Um sistema de bônus diário por login   

Sim, eu sei que o Pokémon Go já tem um sistema de bônus em base da captura de pokémon e girada de pokéstop e agora eles dão até um combo diário na loja por um preço de uma moeda, mas ainda assim não é o suficiente pra chegar para as pessoas que moram em áreas remotas e não tem possibilidade nem de capturar pokémon e girar pokéstops por 7 dias seguidos ou ganhar ginásios pra conseguir moedas. Colocando um bônus de login diário, você atrai as pessoas para acessarem o app todo dia.
 
2- A frequência de itens diferentes
 
Eu já perdi as contas de quantas vezes eu giro uma pokéstop e vem tudo menos um item que eu de fato preciso. Que tal ao invés de só soltar pokébolas simples que não servem pra muita coisa além de encher a mochila você aumentar a frequência de aparição de itens como o reviver e poções mais fortes que a primeira? As poções roxas não enchem em nada a vida dos nossos pokémon. Com a falta de reviver e poções mais fortes saindo mais fácil nas pokéstops fica impraticável jogar nos ginásios, batalhas da equipe rocket e batalhas da liga.
 
3- Colocar todos os itens na loja 

Pra quem cansou de tentar ganhar os itens, você pode ir a loja e comprar alguns itens com as moedas que você ganha (ou compra) dentro do jogo, mas claro que não tem todos os itens pra comprar. Em questão de bolas, apenas as pokébolas normais podem ser compradas na loja com três tipos de promoção: 20, 100, ou 200 pokébolas (como se essas pokébolas servissem pra alguma coisa nesse jogo) eu sei que que as ultra bolas só podem ser liberadas depois de um certo nível, mas poderiam atualizar na loja de acordo com o nível do jogador. Você também não encontrará poções e reviver fácil pra comprar, só na promoção de 10 poções máximas e 6 revives, fazendo você ter que economizar certinho ao invés de comprar na quantidade que você quiser. 

Na minha opinião todos os itens simples deveriam estar na loja, se eles colocaram três tipos de lure na loja por que não deixar os três tipos de bolas disponíveis pra comprar? "Ah, mas iria ficar muito grande o layout da loja" então faz no naipe dos jogos de gameboy antigo, ficaria até mais nostálgico.
 
4- Um pay to win que faça sentido.    

Outra opção da loja é a de comprar packs de moedas por determinados preços, mas se você parar pra analisar esse sistema de pay to win elaborado pela Niantic não faz o menor sentido: 100 moedas do jogo custam R$ 1,90 e 550 custam R$ 18,90, só que se você calcular 1,90x6 (que seria 600 moedas) o preço sairia R$ 11,40. Isso é errado de várias maneiras pois você tá mexendo com o dinheiro das pessoas e enganado seus fãs com esse tabelamento de preços que não faz o menor sentido, por isso, é importante rever esse cálculo pra oferecer algo justo. Claro que isso iria significar perder um pouco de dinheiro, mas iria ser o certo a se fazer.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

O "imprevisível" campeonato brasileiro

 CBF detalha nova tabela básica do Campeonato Brasileiro - Futebol - iG 

O futebol brasileiro está rolando, mesmo não estando no momento para estar acontecendo. Depois da finalização da maioria dos estaduais, o campeonato brasileiro chega para ser a principal competição do momento (pelo menos até a volta da Libertadores) e eu sinto que precisamos falar um pouco da "imprevisibilidade" que está o campeonato brasileiro. 

O campeonato está na sexta rodada e ainda não conseguimos ver nenhum time firmado, nenhuma equipe que podemos apontar de fato que vem pra disputar o título (ao menos não pelo o que vem mostrando em campo agora). Começou com o Atlético MG vencendo o atual campeão Flamengo e depois virando num jogo inspirado de Hyoran pra cima do Corinthians, mas o que parecia que finalmente seria o ano do Galo depois de 49 anos sem ganhar o brasileiro virou uma 5° colocação após duas derrotas seguidas. Comendo pelas beiradas e sem chamar atenção, o Internacional lidera o campeonato sendo o time mais consistente, também poderíamos citar o Palmeiras e o Grêmio que ainda não perderam, mas ao invés de estarem lá em cima estão nas modestas 6° e 12°, com os dois mostrando consistência em perder pontos bestas e empatar como se isso fosse um sintoma de uma doença. 

Esse é o campeonato em que o forte vira fraco em poucos minutos, e que o campeão e o time imbatível virá batível em questão de detalhes. O castelo de areia flamenguista que parecia sólido ano passado tomou seus banhos de mar e parece que irá desmanchar. O time vem encontrado dificuldades pra se adaptar desde a saída de Jorge Jesus e a chegada de Domenéc Torrent, mas será que os problemas do Flamengo são apenas esses? Gabigol e Bruno Henrique vem demonstrado uma falta de entrosamento gigante, e por falar no camisa 9 é impossível não notar que Gabigol está mais gordo nessa volta, fazendo as pessoas se confundirem se quem está jogando é o Gabigol ou o Gabigordo. Mas se depender do VAR brasileiro, a torcida do Flamengo não precisa se preocupar com crise. Se a tecnologia trabalhar de maneira ridícula como trabalhou ontem a favor do time carioca e prejudicando o Santos, a crise logo passará.   

Claro que o campeonato acabou de começar e é normal os times estarem embolados, então dá pra dizer que essa imprevisibilidade não existe de fato, mas o brasileirão está tão aleatório que toda essa loucura consegue disfarçar um pouco o futebol mal jogado e de doer os olhos que a maioria dos times brasileiros vem jogando nessa volta da pandemia, tornando o campeonato a melhor pior coisa que está acontecendo no momento. 

E quem pensa que o fator imprevisível fica apenas dentro do campo está muito enganado. Com todo o descaso dos times e o aspecto varzeano do futebol brasileiro, todo jogo existe uma possibilidade de ser cancelado por conta de casos de COVID que podem atingir um time todo, como já aconteceu na série A e na série C, demonstrando como esse protocolo da CBF é falho e ridículo, mas não podemos dizer que isso não era esperado. Podemos reclamar e achar horrível como o calendário brasileiro vem sendo levado, mas o fato é que não vai mudar nada até que algo horrível aconteça, até lá só podemos pegar a carona e ver onde vamos com esse "imprevisível" campeonato brasileiro.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

The Office x That 70s Show: Qual série teve o pior final?


NBC quer reboot de 'The Office' para novo serviço de streaming ...

Imagine a cena: Uma série de comédia muito querida é desfalcada pela saída de dois personagem principais, substituídos por personagens que não agradaram, fazendo uma última temporada sem graça e um final que deixou um gosto ruim na boca dos fãs. Se você pensou em That 70s Show você está certo, mas se você pensou em The Office tá correto também. 

Apesar de serem duas séries diferentes no estilo de humor, são séries que tem caminhos bem similares em suas histórias. Pensa aí: As duas séries começaram desde o início mostrando o casal principal e suas interações fofinhas até que eles finalmente ficam juntos; as duas séries no seu meio formam um casal que ia e voltava, mas que acabaram virando o casal preferido da galera e no fim da série as duas séries separaram esse casal pra formar outro casal que ninguém queria ver, terminando de um jeito que não agradou os fãs. Por isso eu vou fazer o comparativo entre as duas séries pra chegar numa conclusão: Qual série teve o pior final: That 70s Show ou The Office?

Netflix: por que The Office passou Friends como série mais vista

No mundo da série de Scranton, era assim que as coisas estavam: A série estava na 7° temporada e o chefe Michael Scott estava prestes a sair da série para viver com sua esposa Holly, mas na vida real, Steve Carrell saiu de The Office porque a emissora não fez esforço pra renovar seu contrato, o que fez com que o protagonista da série acabasse por sair no finalzinho da 7° temporada, deixando uma vaga na gerencia da Dunder Mifflin, que de início foi preenchida pelo personagem de Will Ferrel, e depois foi tomado por Dwight, mas ele acabou perdendo o cargo.

Os últimos episódios da 7° temporada foram focados em determinar quem seria o substituto. Entre os candidatos tivemos Andy, Darryl, Dwight, os novos personagens Nellie e Robert Califórnia e ainda uma participação de Ricky Gervais, o criador da série é a versão original de Michael Scott em The Office (UK). Apesar do cenário interessante de David Brent assumir o escritório, quem ficou com o cargo foi Robert Califórnia, que acabou convencendo a proprietária da Sabre a entregar seu cargo pra ele e ele acabou dando o cargo de gerente para Andy Bernard.

The Office' Recap Before Series Finale - Business Insider

A 8° temporada começou com Andy na gerência. Ele que entrou na série como um novo inimigo para Jim quando ele saiu de Scranton, mas acabou dando a volta e virando um dos personagens mais queridos, especialmente por conta de seu relacionamento com a Erin, e essa temporada em boa parte foi focada nisso, na busca da Erin de voltar com o Andy após ele estar namorando outra pessoa, basicamente do mesmo jeito que rolou a Pam com o Jim. Nessa temporada tivemos a entrada de Nellie e Robert Califórnia como personagens recorrentes. Muita gente não gostava da Nellie, que era um personagem feito pra ser odiado, mas muita gente por algum motivo também não gostavam do Robert, que era um personagem que eu até curtia, ele era uma mistura de Rogério Skylab com Renato Gaúcho, era tão estranho, mas era engraçado. Apesar de mudanças, a série na minha opinião continuou boa nessa temporada, as coisas iriam degringolar na última temporada. 

Unpopular opinion: these were the most useless characters on the ...

Na última temporada de The Office foi um compilado de maus momentos: Primeiro a entrada dos personagens Clark e Jim, que foram apelidados de "novo Dwight e Jim" respectivamente, mas tirando um pouco da aparência dos dois eles não tinham nada a ver com Dwight ou Jim. Do Clark eu não tenho raiva, era irrelevante quando chegou e acabou a série do mesmo jeito, mas o Pete acabou por me irritar e não foi pouco. Tudo começou com a saída de Andy da série após uma crise existencial (na verdade o Ed Helms foi gravar o novo Hangover), e enquanto isso Pete estava dando em cima de Erin e ela estava correspondendo, mais uma vez repetindo a dinâmica do relacionamento do Jim com a Pam do vendedor dar em cima da recepcionista (que já tinha sido repetida por Andy e Erin). Pete e a Erin não eram exatamente um casal ruim, mas o problema é que não tinha motivo pra fazer isso, ela e o Andy tinham acabado de voltar no fim da 8° temporada, ninguém queria vê-los acabar. E por falar em Andy que tristeza tornaram ele hein? Além de terem terminado seu relacionamento, os roteiristas fizeram ele um homem quebrado, longe do cara que largou seu emprego, viajou pra Flórida, trouxe a Erin de volta e ainda trouxe David Wallace de volta, uma tristeza sem dúvida. Claro que não foi só desgraça esse final: Dwight e Angela se casaram e Michael voltou para ser o padrinho do casamento, mas acho que nem isso salva esse final de ser ruim.  

Os adolescentes da série 'That '70s Show' se tornaram adultos ...

As coisas não foram muito diferentes na série dos anos 70. No fim da sétima temporada o ator Topher Grace (Eric) resolveu sair do seriado para participar do "brilhante" Homem Aranha 3 e Ashton Kutcher saiu da série para apresentar um programa na MTV chamado Punk'd, que era um programa de pegadinhas (não tente entender, apenas sinta) o que fez com que algumas coisas acontecessem na série tanto no enredo como na introdução de um novo personagem, mas vamos por partes, sim? 

Primeiro eles criaram uma maneira de justificar a saída do Eric da série e foi assim que fizeram: Depois de fugir do casamento com Donna na sexta temporada (o que é meio estranho já que na terceira temporada era o Eric que queria aprofundar mais o relacionamento e Donna que se assustou) Eric vê sua vida completamente bagunçada e resolve deixar ela assim, resolvendo se dar o ano de folga, que basicamente era ele deixando de estudar e trabalhar e virando um completo vadio, mas depois ele percebe a cagada que fez e tenta correr atrás do prejuízo para tentar arrumar uma ocupação, então ele descobre um programa de capacitação para ser professor na África e que ele acaba indo e depois de um tempo acabando com seu relacionamento com a Donna.

Enquanto isso acontecia, Hyde e Jackie viraram um casal que todo mundo torcia, mas que nunca ficavam juntos por um motivo ou outro, tipo a traição do Hyde por achar que ela havia traído antes, ou as expectativas altas da Jackie que Hyde viraria o "homem da casa", mas no fim da sétima temporada parecia que eles finalmente dariam certo quando Hyde foi atrás de Jackie em Chicago pra dizer que a ama, mas quando chegou lá ele viu ela e o Kelso juntos, o que causou a fúria dele e o fim do casal pra sempre.

That '70s Show's Original Plan For Randy After Eric's Exit

A oitava temporada começava com algumas mudanças, entre elas seria a saída de Eric e Kelso na série (apesar do Kelso aparecer em ainda três episódios, o personagem acabou arrumando um emprego em Chicago como segurança na mansão playboy, o que também o permitiria ver com mais frequência a Brooke e sua filha) além do retorno de Leo como um personagem principal e a estreia de um novo personagem, o Randy, que tinha o lado bobo de Eric e a beleza de Kelso, fazendo um misto dos dois personagens que não funcionou muito bem já que soou forçado e também não ajudou quando terminaram o Eric e a Donna para ela ficar com o Randy. Tudo bem que eles terminaram depois, mas ainda assim não ajudou.

A partir desse momento a série já deveria ter acabado. É impossível fazer uma série sem dois dos personagens principais, ainda mais quando são tão importantes como esses dois, já que o Kelso era uma das maiores fontes de humor da série e Eric apesar de ser meio sem graça, era o principal e que fazia tudo aquilo fazer sentido já que as coisas aconteciam no porão da casa dele, ele era a cola que mantinha todos juntos, como que fazia sentido que a ex namorada do Eric e o novo namorado dela ainda eram bem vindos na casa dos Forman? Tudo bem que o Hyde também morava ali, mas ainda assim não fazia sentido, o Randy parecia muito fora do lugar, simplesmente não funcionou.

Pin em that 70

"E o que aconteceu com o Hyde e a Jackie?" Por onde começar? Vamos lá. Após ser consumido por fúria e decepção, Steven viaja para Las Vegas, enche a cara e se casa com uma stripper, mas aparentemente foi um casamento inválido já que a stripper já era casada, então ela voltou com seu marido oficial e saiu das nossas telinhas depois de alguns episódios. Enquanto isso, sem lugar pra morar, Jackie vai para o apartamento de Fez, eles acabam ficando mais próximos e com o tempo ela fica apaixonada por ele e no penúltimo episódio eles ficam juntos.

Teve uma época que fui a favor desse casal, que foi entre a 2° e a 3° temporada, e ainda deram o pano pra manga pra essa história rolar, até fizeram a Jackie ter ciúme de uma namorada do Fez e admitir de fato que estava atraída por ele, mas por algum motivo isso foi esquecido, os dois só tiveram um encontro numa época que a Jackie tava só os bagaços após ter terminado com o Kelso e não estava emocionalmente pronta. "Ah então ainda tinha uma abertura pra tentarem eles de novo" NÃO, NÃO TINHA. Jackie e Hyde mostraram uma química e dinâmica que não foi replicada depois disso, não terem deixado os dois juntos no fim da série foi um erro gigante. Se tivessem deixado os dois juntos na última temporada talvez salvaria um pouco a melancolia que foi o final, aliás qual foi o final mesmo?

Após o penúltimo episódio em que tudo tava resolvido entre a Jackie e o Fez (nojo) a Kitty aparece na garagem com o telefone na mão e diz que o Eric está voltando. Sim, o Eric voltaria apenas no último episódio da série e também no dia 31/12/1979, que foi tratado como final da década (apesar de não ser tecnicamente o final da década, mas tudo bem). Num episódio que também contou com a volta de Kelso, foi o primeiro episódio em um bom tempo que os amigos estavam reunidos, e foi uma festa da nostalgia com eles replicando as idas na caixa d'água e o Kelso caindo lá de cima como nos velhos tempos, foi um episódio agradável após uma temporada inteira sem muitos grandes momentos, mas o mais esperado viria, o reencontro entre Eric e Donna, que simplesmente viu os dois voltando o namoro com um beijo e é isso.

That '70s Show: Conheça os 8 melhores episódios! - TriCurioso

Esse final serviu apenas para fazer fan service com quem estava com saudade dos dois juntos, mas foi bastante broxante, simplesmente porque o Eric não merecia a Donna de volta, não depois de largá-la no altar, atrasar os planos dela, vazar pra África (mas quando ele teve que ficar em Point Place, ela ficou e atrasou sua faculdade por ele) e terminar com ela por telefone (claro que não teria como ele terminar de outro jeito, era os anos 70, ainda não tinha internet nas casas, lol). Qualquer final diferente seria melhor, até a Donna ter ficado com o Randy seria melhor, mas resolveram fazer o básico e sem graça num final que vai contra os princípios do personagem da Donna (se bem que se tentassem fazer algo diferente provavelmente os fãs iriam cagar mais ainda na série, mais do que já fizeram na oitava temporada inteira, então consigo entender porque fizeram isso).

Depois de toda a análise, eu tenho o meu vencedor de pior final: That 70s Show. Principalmente por ter causado mais danos ao legado da série do que The Office, que apesar da saída do Michael continuou engraçada, tanto que durou mais tempo, além disso, os episódios finais de The Office consegue me deixar feliz de alguma forma, o último de That 70s Show só me deixa aliviado pela série ter acabado. Concorda? Discorda? Deixe seu comentário.


sexta-feira, 10 de abril de 2020

WWE no SBT em 2008: Toda a história


Senhoras e senhores como já foi noticiado aqui no blog (leia aqui) o SBT comprou novamente os direitos para exibir a WWE depois de 12 anos da última exibição. A volta do programa está marcada para amanhã, dia 11 de abril, no horário das 19h. Desde aquele fatídico dia 05/04/2008 muitos fãs de WWE esperam e clamam pelo retorno da empresa de luta livre, mas infelizmente o tão aguardado retorno será nas piores circunstâncias, primeiro por causa da pandemia que estamos vivendo que estão forçando a WWE a fazer seus programas sem a participação da plateia, tirando muito da experiência da luta livre, mas além disso, o SBT está cometendo muitos erros no tratamento da WWE, a começar por esse horário. 19h da noite é o horário dos jornais, nenhum adulto que se preze vai trocar seu jornal local para o SBT pra assistir WWE, ainda mais nos tempos que estamos vivendo, em que os jornais ganharam uma importância maior por informar das medidas e dos números do novo corona vírus. Fora a falta de divulgação que foi feita, que num investimento dessa magnitude deveria estar sendo bem maior, até passando pelos programas rotineiros do SBT, os apresentadores poderiam pegar uns 5 minutinhos pra fazer uma divulgação sobre o que vem por aí. Ou seja, o SBT está fazendo tudo errado e a transmissão tem tudo para não funcionar, mas não podemos esquecer é que não é a primeira vez que a WWE enfrenta adversidades no SBT e ainda assim consegue superar as expectativas e causar impacto. Vamos falar da passagem da WWE no SBT em 2008. 


Os rumores da WWE ir para TV aberta em 2007 estavam circulando a internet desde agosto desse ano e eles finalmente se confirmaram em novembro, e a WWE de fato deu a importância para esse momento, mandando para o Brasil três lutadores: Batista (até então campeão peso pesado), The Great Khali (o cara que perdeu o título para Batista) e Melina (uma das lutadoras com maior destaque na época) para um encontro dos lutadores com os fãs. Apesar de que a WWE não passava ainda na TV aberta aqui, muita gente compareceu e animou a festa, rendendo matérias no UOL e no Pânico na época.  


Mas quem iria narrar essas lutas? Não mais do que Jarbas Duarte, um narrador de futebol na rádio bem ao estilo que todos conhecem, e os comentários ficariam por conta de Michel Serdan, um ex lutador que é um dos mais famosos por divulgar o telecatch aqui, além de ter sua própria empresa de luta livre, o Gigantes do Ringue. Tudo começou quando Michel Serdan tentou levar o Gigantes do Ringue para ser exibido no SBT, mas na reunião entre ele e Silvio Santos, o dono da emissora havia dito que tinha fechado com a WWE e que colocaria Sedan no projeto se ele encontrasse alguém para ser o narrador, foi aí que apareceu Jarbas Duarte, que já tinha experiência para narrar luta livre por ter narrado por um tempo o Gigantes do Ringue. Os dois passaram por testes, foram aprovados pela WWE e passaram pouco mais de 2 semanas sendo treinados na sede da WWE em Stanford. 

Tudo ia muito bem, a primeira ideia de exibição seria com o RAW nas sextas e o Smackdown nos sábados, os dois as 20h, mas isso acabou mudando para os dois no sábado, dia 15 de dezembro de 2007, as 20h, mas por algum motivo as coisas mudaram novamente e finalmente chegamos a exibição nos sábados as 16h no dia 5 de janeiro, o que aparentemente irritou a WWE, que não colocou fé que esse horário seria bom. 

O que será que motivou o SBT a mudar o cronograma? Talvez o fato de que o Armaggedon 2007 estaria para acontecer no dia 16 e o SBT não queria começar a exibir um episódio avulso, ou talvez que o Silvio pensou que seria melhor exibir a WWE em 2008 pra ficar marcado como uma novidade de 2008, não saberemos nunca. Alguns portais de notícias divulgaram na época que o Silvio Santos estava apostando todas as fichas na WWE para atrair os adultos, o que é esquisito já que primeiro eles nem colocaram num horário que adultos estão assistindo TV e acima de tudo o SBT não fez nada além de exibir as chamadas na sua programação, sem fazer nenhum tipo de divulgação extra.  



O dia finalmente chegou, 05 de janeiro de 2008, num sábado as 16h (15h no meu caso por causa do horário de verão) entrava no ar o primeiro programa da WWE no SBT, e o primeiro dia foi simplesmente introdutório, com o SBT passando algumas promos institucionais mostrando o que era a WWE e alguns de seus lutadores principais, uma delas é uma promo sobre o Undertaker que durou 5 minutos e foi uma das coisas mais loucas já exibidas na TV aberta, mostrando todo o surrealismo que o personagem carregava. Além disso o programa reprisou lutas da Wrestlemania 23 como John Cena vs Shawn Michaels, uma luta das divas e Bobby Lashley vs Umaga sendo os dois sendo acompanhados respectivamente por Donald Trump (SIM, AQUELE DONALD TRUMP) e o presidente da empresa Vince McMahon, o lutador que perdesse, o cara que estava o representando teria que raspar a cabeça. Bobby Lashley venceu e Donald Trump raspou a cabeça de Vince McMahon.  



Depois disso os shows seguiram adiante como esperado e tiveram momentos bem violentos que chamaram a atenção não só do público, mas também da máquina de censura do Ministério Público. No programa do dia 12 de janeiro, o Jeff Hardy pulou de cima da jaula de aço em cima do Umaga, e no programa do dia 19 o momento que marcou essa empreitada para a eternidade: Jeff Hardy e Randy Orton lutaram no evento principal do RAW pelo título intercontinental mas o combate não foi muito longo já que Orton foi desclassificado logo no início e mostrou que seu objetivo nada mais era que enfraquecer seu oponente no Royal Rumble Jeff Hardy, mas o tiro saiu pela culatra já que os dois lutaram até a stage, Randy tentou jogar Jeff para baixo, mas acabou sendo ele jogado no chão duro, voando quase dois metros do chão e pra fechar com chave de ouro, Jeff Hardy subiu na plataforma do RAW e aplicar um Swanton Bomb (ou voo do anjo pros íntimos) de mais de 4 metros de altura. Esse momento louco não seria metade do que foi se não fosse essa narração do Jarbas Duarte gritando feito um louco perdendo a cabeça, quanto a audiência, a WWE subiu de 4 para 6 pontos na audiência, e não olharia para trás. 

Com a progressão das exibições, algumas histórias foram sendo exibidas no SBT e alguns ídolos e vilões foram sendo criados: O já citado Jeff Hardy virou um herói pra todo mundo que assistia por suas loucuras que as vezes aprontava, Rey Mysterio era o azarão indo de encontro a Edge, o campeão dos pesos pesados e um dos homens mais odiados pelos fãs brasileiros, mas na mesma proporção que crescia a audiência e o amor dos fãs, crescia também os cortes e as censuras durante o programa, que já eram existentes, mas ficaram ainda mais presentes. Nessa época era muito comum congelar a imagem na hora de uma cadeirada ou cortar para plateia e apenas deixar soar o som, ou também deixar a imagem em preto e branco quando alguém sangrava (pra ser justo, essa censura da imagem quem fazia era a própria WWE, mas mesmo assim não ficava legal).  

No mês de março o foco da WWE mudou para a Wrestlemania e as feuds também; no RAW, a luta principal seria Randy Orton vs John Cena vs Triple H pelo título da WWE e no Smackdown seria Undertaker vs Edge pelo título dos pesos pesados e é muito importante falarmos dessa rivalidade, que foi sem dúvida uma das melhores de 2008 e que teve seu pico exibido no SBT. Nessa rivalidade Undertaker estava indo contra não só Edge mas também Curt Hawkings e Zack Ryder, os Edgeheads (ou os PH do Edge) Chavo Guerrero e acima de tudo Vickie Guerrero, a gerente geral corrupta do Smackdown que era noiva do Edge (foi pedida em casamento em um segmento que passou no SBT) e o ajudava a se manter campeão, sem dúvida uma trama de novela mexicana que provavelmente foi o que atraiu o SBT.

Essa rivalidade foi o que fez os fãs começarem a adorar e entender o quão bom era o Undertaker e seus poderes sobrenaturais que atormentavam todo oponente que ele enfrentava, o amor por ele subiu e a audiência do SBT também, chegando a picos de 10, 11 pontos as 18h da tarde, uma audiência sem dúvida maravilhosa, mas não foi o suficiente para segurar o programa no ar, já que a WWE acabou saindo do ar no SBT no dia 05/04/2008 por determinação do ministério público que declarou impróprio a exibição das lutas no horário das 16h, afirmando que o SBT só poderia exibir WWE depois da 20h, o que não era viável para o SBT na época, fazendo com que o programa fosse cancelado 3 meses depois de começar. A última edição da WWE que foi ao ar foi no dia 29/03/2008 e o último momento que passou foi o "enterro" do Undertaker ministrado pelo Edge, mas mal ele sabia que Undertaker estava dentro do caixão e atacou não só ele mas como quase todos ali presentes. E essa foi a história da WWE no SBT, que pode ter sido curta e ter tido um final melancólico, mas que sem dúvida marcou época. Será que a nova era da WWE no SBT marcará era também? Só vamos descobrir mais pra frente, mas enquanto isso, se conecte ao SBT todo sábado as 19h.