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sábado, 4 de abril de 2020

Top 10 Wrestlemanias da década de 2010 (parte 1)


Neste fim de semana a WWE estará fazendo história de várias maneiras com a edição do seu maior evento, a Wrestlemania 36, que pela primeira vez na história será em duas noites diferentes, gravada, sem público e em diferentes arenas (essa não é a parte histórica da coisa, já que a Wrestlemania 2 e o RAW de comemoração dos 25 anos do programa também tiveram isso). Isso obviamente são algumas medidas protetivas que a WWE está tomando para evitar a propagação do COVID-19, mas apesar das circunstâncias tristes de porque isso está acontecendo, não deixa de ser histórico. 

Por isso que pra fazer aquele esquenta antes da Wrestlemania, resolvi ranquear todas as Wrestlemanias que aconteceram nessa década de baixo pra cima, ou seja, das piores para as melhores, e já que a WWE está promovendo essa Wrestlemania como "muito grande para apenas uma noite" eu declaro aqui que a Wrestlemania é muito grande para apenas um post, então esse post vou falar das 5 piores e amanhã vou falar das 5 melhores.  

PS: Eu tenho a consciência que uma década começa no ano 1 e termina no ano 0, então tecnicamente ainda estamos na década de 2010 com uma Wrestlemania ainda para ocorrer, mas como eu não posso ranquear uma coisa que ainda não aconteceu e também não seria justo avaliar uma Wrestlemania que em estrutura será menor que as outras, eu vou colocar a Wrestlemania 26 de 2010 nesse ranking, no mais é só isso, fiquem com o post. 

10- Wrestlemania 27 (2011)
  

Pra mim essa é a pior Wrestlemania da década tanto em questão de card, quanto em questão de histórias. No geral apenas uma luta foi de fato no nível de uma Wrestlemania, que foi Undertaker vs Triple H, mas apesar de ter sido um bom combate, era uma luta que já havia acontecido 10 anos antes numa Wrestlemania (só daí já dava pra tirar que não valia a pena MESMO comprar um PPV pra ver isso) e que não foi o suficiente para salvar o show de ser uma desgraça, afinal como que salva um PPV que tem uma luta como Michael Cole vs Jerry Lawler? Mas claro que não terminou por aí, tivemos também uma luta de quartetos entre Big Show, Kane, Kofi Kingston e Santino Marella e The Corre (Wade Barrett, Heath Slater, Justin Gabriel e Ezekiel Jackson) acabar em menos de 2 minutos; Uma luta de trios entre Trish Stratus, John Morrison e Nicole "Snooki" Polizzi (alguém sabe quem é ela?) e Dolph Ziggler, Michelle McCool e Layla acabar em menos de 5; E claro, a luta pelo título mundial de pesos pesados entre Edge e Alberto Del Rio (o vencedor do Royal Rumble) abrindo o show. Eu sei que não é sempre que o vencedor do Royal Rumble é o evento principal do show, mas colocar na primeira luta da noite é sacanagem, e o pior é que eles fariam isso no ano seguinte (mais sobre isso depois).  


Mas nem tudo foi derrota nessa Wrestlemania: Cody Rhodes vs Rey Mysterio e Randy Orton vs CM Punk foram boas lutas, mas que poderiam ter sido bem melhores se fossem melhor aproveitadas, já que a feud entre Rhodes e Mysterio não fazia nenhum sentido, eles estavam brigando por conta de um golpe errado que o Rey deu no Cody que causou um machucado nele que "desfigurou" seu rosto, fazendo ele usar uma máscara transparente, só que a verdade é que não tinha nenhum machucado, então era meio estranho ver o Cody reclamando disso; Já Orton vs Punk tiveram uma feud boa, com o CM Punk custando o título da WWE que Randy venceria no Royal Rumble por vingança por ter sido atacado no Unforgiven de 2008, fazendo Punk largar seu título de campeão peso pesado, mas o problema da feud deles é que o Punk só se ferrou, o Randy destruiu todos os membros do Nexus (facção que Punk era líder) e venceu ele na Wrestlemania quando ele não deveria ter vencido. 


Mas o pior foi o evento principal: John Cena tentava vencer o título da WWE contra The Miz, que tinha feito o cash in da Money in the Bank em Randy Orton para vencer o título. Até aí tudo bem, só que The Rock foi anunciado como apresentador da Wrestlemania 27 e começou a falar mal do John Cena, então a rivalidade que era pra ser de John Cena vs Miz virou John Cena vs Rock, com o campeão da WWE sendo deixado de lado. A luta entre os dois foi bem fraca e acabou sem um vencedor pois os dois ficaram fora do ringue depois da contagem de 10, então chegou The Rock e mandou a luta recomeçar como uma luta sem desclassificação, e logo após isso ele ataca John Cena, fazendo com que Miz pudesse aproveitar e vencer a luta, mas logo após a luta Rock também ataca Miz, finalizando a Wrestlemania. Um final que apenas fez com que The Rock roubasse os holofotes e fizesse que a luta fosse sobre ele quando não tinha nada a ver.  

9- Wrestlemania 32 (2016)
  

 
Eu acho que é um consenso entre todos os fãs que a Wrestlemania 32 foi bem fraquinha, mas não se pode colocar toda culpa disso na WWE, eles perderam lutadores importantes para lesões como John Cena, Seth Rollins, Cesaro, Nikki Bella, Daniel Bryan (esse teve que inclusive encerrar a carreira por um tempo por causa do tamanho de suas lesões), mas claro que a WWE fez o possível para tornar as coisas piores.  


Eu diria que 2/3 do show rolam sem nenhum problema, isso se você não considerar que Dean Ambrose perdeu para Brock Lesnar numa luta bastante anticlimática; Charlotte reteve seu título contra a Becky Lynch e Sasha Banks e o grupo de jobbers League of Nations (Rusev, Alberto Del Rio, King Barrett e Sheamus) ter vencido a New Day (Kofi Kingston, Big E e Xavier Woods) a tag team mais relevante da divisão de duplas, tudo isso para logo após a luta apanharem para Steve Austin, Shawn Michaels e Mick Foley sem nenhum motivo. De pontos positivos cito a luta de escadas pelo título intercontinental que teve como vencedor Zack Ryder (mesmo que ele tenha perdido no outro dia); Chris Jericho vs AJ Styles (desconsiderando o fato que Jericho não deveria ter vencido essa luta) e Shane McMahon vs Undertaker, que foi bem fraquinha, mas acabou valendo a pena pelo momento de Shane pulando de cima da Hell in a Cell e caindo na mesa dos comentaristas.  


E o evento principal da noite deu um toque de tristeza na noite: Roman Reigns que vinha sido desde o início de 2015 sendo odiado pelos fãs que o achavam forçado e sem graça, derrota as adversidades vencendo Triple H pelo título da WWE com o objetivo de concretizar o Roman num papel como o principal mocinho da empresa, mas os fãs o vaiaram como se ele fosse o maior vilão. Uma luta sem muitos momentos interessantes e com um resultado previsível e que tirou dos fãs uma reação previsível.  

8- Wrestlemania 29 (2013)
  

Essa é mais uma história de teimosia da WWE a não escutar o que os fãs queriam o que causou um resultado que todos esperavam que ia acontecer, mas que ninguém queria ver. A Wrestlemania 29 nem é exatamente tão ruim no quesito de combates (claro que tem lutas ruins) mas é marcada negativamente na história por ser uma das causas que colaborou com a saída de CM Punk do mundo da luta livre. 

O ex campeão da WWE nunca escondeu de ninguém que seu principal objetivo na WWE era poder estar envolvido no evento principal de uma Wrestlemania, mas apesar dessa história passar por ele, ele injustamente acabou não tendo seus desejos atendidos. Tudo começou no RAW 1000 quando The Rock interrompeu um segmento entre CM Punk e Daniel Bryan para informar a todos que ele iria desafiar o campeão da WWE (que no momento era Punk) no Royal Rumble; no evento principal do RAW, CM Punk e John Cena lutaram pelo título da WWE, mas Big Show interrompeu o combate e causou uma desclassificação atacando Cena, fazendo com que CM Punk mantivesse seu cinturão, The Rock invade o ringue e ataca Big Show, mas quando ele estava prestes a fechar o ataque CM Punk o ataca virando vilão. 


A partir dali Punk foi retendo seu título até o Royal Rumble batendo gente como John Cena, Big Show e Ryback. Chegando no Royal Rumble, The Rock vence CM Punk pelo título e iria a ter uma revanche da Wrestlemania 28 com John Cena valendo o cinturão, enquanto Punk, que tentou pedir a Vince McMahon para deixá-lo entrar nessa luta, mas ele acabou lutando e perdendo para o Undertaker na melhor luta da noite, virando a vítima final da sequência invicta do dead man na Wrestlemania. 


Enquanto isso, Cena e Rock tiveram uma revanche que ninguém queria ver, especialmente porque todo mundo já sabia desde o meio do ano de 2012 que era isso que iria acontecer e especialmente porque a WWE promoveu a primeira luta deles como "Uma vez na vida" implicando que iriam fazer apenas um combate um contra um entre eles, mas eles na cara de pau mentiram para seus fãs. E sobre o resto do card nem vale a pena falar, já que não teve nenhuma luta particularmente memorável além de CM Punk vs Undertaker. 

7- Wrestlemania 34 (2018)

   


Essa Wrestlemania foi aquela que confundiu mais do que ajudou. Teve lutas boas, mas com resultados completamente equivocados como por exemplo AJ Styles vencendo seu combate contra o vencedor masculino da Royal Rumble Shinsuke Nakamura numa luta que teve um hype gigante mas não foi o esperado e culminou numa das piores feuds do ano; Outra luta decepcionante sem dúvida, mas essa foi mais pelo resultado do que pela luta, a ex lutadora do NXT e primeira vencedora do Royal Rumble feminino Asuka perdeu a luta pelo título feminino do Smackdown para a campeã Charlotte Flair, perdendo sua invencibilidade na WWE que durava mais de 1 ano até ali, sem dúvida uma derrota que a lutadora japonesa nunca se recuperou.


Depois de muitos anos de hype finalmente aconteceu a luta entre John Cena e Undertaker na Wrestlemania, mas infelizmente não foi NADA com o que todos esperavam, com uma feud um tanto quanto estranha, chegamos na Wrestlemania sem ter a certeza se de fato teria essa luta já que o Undertaker estava ignorando os desafios de John Cena, mas na Wrestlemania a luta acabou acontecendo e durou menos de 10 minutos com uma vitória decisiva de Undertaker. Todos sabemos que essa luta foi desse jeito porque o Undertaker não tem condições de lutar em alto nível mais, mas com certeza dava pra ter construído melhor essa luta. Uma luta que teve hype mas acabou sendo completamente irrelevante foi a luta pelos títulos de dupla do RAW, em que Braun Strowman teria que encontrar um parceiro para enfrentar os campeões Sheamus e Cesaro, e muita gente foi especulada como Lars Sullivan ou algum outro debut, mas não foi nenhuma delas, e sim uma criança de 10 anos chamada Nicholas, que é o filho de um dos árbitros e eles venceram e se tornaram campeões de duplas, mas obviamente tiveram que deixar os títulos vagos no RAW seguinte já que um dos campeões era uma CRIANÇA, então tudo isso só serviu para desvalorizar ainda mais a divisão de duplas.  


E no evento principal tivemos Roman Reigns contra o campeão universal Brock Lesnar lutando novamente numa Wrestlemania, mas só que dessa vez não tinha Seth Rollins para fazer cash in e a WWE não teria escolha, teria que deixar o Roman vencer mesmo que a torcida o odiasse já que eles não vão deixar o Lesnar continuar como campeão sem lutar, né? Errado, eles fizeram exatamente isso, Brock Lesnar venceu quando ninguém queria que ele vencesse e continuou por mais meses como campeão sem lutar. De pontos positivos nessa Wrestlemania tivemos a luta tripla pelo título intercontinental entre The Miz, Seth Rollins e Finn Balor e a estreia nos ringues de Ronda Rousey, enfrentando junto com Kurt Angle o Triple H e a Stephanie McMahon numa luta muito divertida. 

6- Wrestlemania 33 (2017)
  

Essa Wrestlemania nem é tão ruim assim, mas como tiveram coisas melhores eu tive que colocar essa edição por aqui mesmo. O evento teve seus grandes momentos como AJ Styles vs Shane McMahon, Seth Rollins vs Triple H e claro o retorno dos Hardy Boys (Matt e Jeff Hardy) a WWE desde 2009 que os dois lutaram juntos pela última vez, mas de resto as coisas foram um pouco confusas. 


John Cena e Nikki Bella venceram The Miz e Maryse num combate que não serviu da nada além da proposta de casamento de John Cena depois da luta, o que nem ocasionou em felicidades para sempre já que o casal separou um pouco tempo depois; Goldberg e Brock Lesnar fecharam sua trilogia de encontros na Wrestlemania com uma vitória de Brock para conquistar o título universal que ele passaria 1 ano e meio com ele defendendo poucas vezes em PPV impedindo o RAW de andar, de fazer novas estrelas, e apesar do combate ter sido bom para o padrão dos lutadores envolvidos, nada compensou pelo tempo que Brock Lesnar segurou o título de refém em casa e os danos causados pela derrota de Kevin Owens para Goldberg perdendo seu título e tirando um pouco da importância da rivalidade dele com Chris Jericho, que agora teve que ser pelo título americano; Outra coisa deveras revoltante foi a luta entre Bray Wyatt e Randy Orton pelo título da WWE, numa luta confusa, curta e ruim em todos os aspectos, tirando de Bray Wyatt um momento que era pra ser especial.


O evento principal da noite foi entre Roman Reigns e Undertaker, em que o dead man teria sua segunda derrota na história da Wrestlemania, dando a impressão depois da luta que se aposentaria, mas infelizmente não aconteceu. Sobre a luta, ela foi ok, mas meio monótona as vezes, e claro que os fãs não perdoaram o Roman Reigns e o vaiaram loucamente depois, mesmo o objetivo fosse com que ele fosse adorado.

Voltarei amanhã com a segunda parte desse post. 



quarta-feira, 1 de abril de 2020

O Jogo da vez: F1 2006 (PS2)



E hoje pela primeira vez na história desse quadro eu toco no assunto de jogos de corrida, e por mais que eu não seja muito entendido no assunto, esse jogo tem um lugar especial no meu coração e de muitos fãs de F1 ao redor do mundo, considerado por muitos o melhor jogo de F1 de todos, mas será que esse jogo é tudo isso mesmo? É o que nós vamos descobrir. Senhoras e senhores, o jogo da vez é o F1 2006 para o Playstation 2.

Antes de falarmos no jogo em si, é importante pensarmos no contexto que esse jogo cobre. 2006 era um período de transição na principal categoria do automobilismo mundial, uma época em que o domínio da Ferrari e Michael Schumacher havia sido quebrado pelo espanhol Fernando Alonso um ano antes e ele viria a ser bi campeão, mas o heptacampeão tentou tudo e deu um show antes de sua "aposentadoria" no seu último ano no auge; 2006 foi também o início do último grande período do Brasil na F1 com a troca de lugares na Ferrari. Rubens Barrichello saiu para a Honda, frustrado e triste por tudo o que passou na Ferrari desde 2002, e cedeu lugar a Felipe Massa que venceu 2 corridas em 2006 (uma dessas vitórias foi o GP Brasil, uma corrida inesquecível já que desde 1993 com Ayrton Senna um piloto brasileiro não vencia em Interlagos) e chegou muito perto de ser campeão em 2008, perdendo para o jovem Lewis Hamilton, e por falar no hexa campeão, 2006 foi a temporada que antecedeu sua estreia na F1. Hoje em dia ninguém consegue imaginar a Fórmula 1 sem o piloto inglês, Vettel, Vestarppen, Leclerc, Ricciardo e outros, mas essa era a época que vivíamos em 2006. (Ah, e só pra constar, o Kimi Raikkonen já estava na F1 nessa época, e hoje ele é o único piloto que está nesse jogo que ainda está na F1).

GP do Brasil no Rio: Massa se diz contra por não estar convencido
Felipe Massa no GP Brasil de 2006

  
O jogo foi lançado pela Sony em julho de 2006, com versões para o PS3 (conhecida como F1 Championship Edition) e para o PS2, que é a versão que estamos focando aqui. O jogo trás as 18 corridas da temporadas de 2006 e todas as equipes, inclusive as estreantes STR, Super Aguri e Midland, os pilotos presentes são os seguintes: 

-Renault F1 Team: Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella 
-Scuderia Ferrari: Michael Shumacher e Felipe Massa
-McLaren Mercedes: Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya 
-Honda Racing: Rubens Barrichello e Jenson Button 
-Panasonic Toyota Racing: Ralf Schumacher e Jarno Trulli 
-WilliamsF1: Mark Webber e Nico Rosberg
-BMW Sauber F1 Team: Nick Heidfeld e Jacques Villeneuve
-Red Bull Racing: David Coulthard e Christian Klien 
-Scuderia Toro Rosso: Vitantonio Liuzzi e Scott Speed  
- Midland F1: Tiago Monteiro e Chritijan Albers 
- Super Aguri: Takuma Sato e Yuji Ide 

Assim como todo jogo anual, o F1 2006 já chegou desatualizado, já que na Super Aguri o piloto Yuji Ide teve sua super licença cassada pela FIA após o GP de Ímola quando ele causou um acidente que capotou a Midland de Cristijan Albers (o piloto japonês foi substituído pelo francês Franck Montagny) e também pela demissão de Juan Pablo Montoya da McLaren, sendo substituído pelo espanhol Pedro De La Rosa. 

Modos de jogo: 

 Formula One 06 (PS2) - Career Mode Part 1 - YouTube

O jogo tem 5 modos principais:

- Time trial: Dê voltas em todas as pistas para bater o recorde da prova, conseguindo uma volta "ouro" em todas as pistas, você liberará a pista de testes de Jérez, na Espanha, lendário circuito da F1. 

- Corrida: Esse está bem na cara o que é né? Escolha seu piloto, a pista, a dificuldade e a posição que quer largar e corra em busca da vitória na F1. Esse modo também pode ser jogado por split screen com um amigo, o que é uma coisa ótima e que faz falta nos jogos atuais, mas o único problema é que esse modo não permite parada dos boxes, o que tira um pouco a graça da experiência, mas ainda assim é legal. 

- Fim de semana de GP: Ao invés de apenas uma corrida você faz todos os testes, participa da qualificação em busca pela pole position e, obviamente a corrida. 

- Campeonato do Mundo: Nesse modo você escolhe um dos pilotos reais e corre uma temporada inteira em busca do título da F1. 

-Modo Carreira: O modo principal do jogo. Você cria o seu personagem para poder salvar o jogo e tem a oportunidade de correr 5 temporadas na F1, começando pelas equipes mais fracas e subindo o ranking da F1 até poder chegar em uma das 3 principais para poder conquistar o título mundial. O modo é muito legal, mas tem alguns problemas que me incomodam. Primeiro porque é um modo muito pequeno, 5 anos na F1 não dá pra nada, normalmente esse é o tempo para poder chegar numa equipe grande na vida real (a não ser que você seja o Hamilton e já comece em uma) o modo teria que ser pelo menos uns 10, 15 anos, já que como em 5 anos vamos bater o recorde de 7 títulos de Schumacher? Outro problema que tenho é que o modo não tem muitos detalhes, você não vive nenhuma rivalidade na F1 (ou ao menos o jogo não foca nisso) e só você pode trocar de equipe, os outros pilotos infelizmente não trocam, o que daria uma nova vida ao modo, imagina se o Schumacher saísse da Ferrari e fosse pra McLaren e você tivesse que disputar contra ele na Ferrari? Seria demais, mas infelizmente o pessoal que produziu o jogo não pensou muito longe.    

O Veredito:

F1 2006 é um grande exemplo de como uma franquia de jogos de esportes deve agir, replicando perfeitamente a temporada de 2006 da F1 em quase todos os seus aspectos; a física do jogo era muito boa na época e os gráficos desse jogo (até mesmo no PS2) continuam bonitos depois de 14 anos do lançamento, e apesar de algumas reclamações que fiz, o F1 2006 nada mais é que um jogo de F1, não tem muito o que querer aqui de coisas diferentes, mas no final das contas o jogo cumpre sua missão e mais um pouco, podendo atrair tanto os fãs de F1 como fãs de jogos de corrida em geral. E sobre a pergunta que fiz no começo se o jogo era mesmo o melhor de todos os tempos? Pra época diria que com certeza, hoje em dia tem jogos com muito mais detalhes, especialmente nos pontos que toquei, mas nenhum desses jogos novos tem o charme que o F1 2006 tem pra mim, já que esse jogo é o único que representa a época da F1 que comecei a ver e que mais me apetece até hoje, e como infelizmente não tivemos jogos da F1 até 2009, esse é o único conteúdo da F1 do meio dos anos 2000 que temos.  

Nota: 8/10  

segunda-feira, 2 de março de 2020

WWE de volta ao SBT em 2020? O que esperar?


Sim meus amigos, vocês não leram errado e também não estamos viajando no tempo, a WWE está de volta ao SBT em 2020. A notícia saiu no blog do Flávio Ricco na madrugada de sexta para sábado, aparentemente depois de mais uma passagem do Silvio Santos na terra do Tio San, ele zapeou os canais na TV a cabo e encontrou um programa da WWE e mandou os diretores de sua emissora se mexerem para trazer o programa de luta livre mais uma vez para a TV aberta brasileira. 

Como vocês sabem, sou um grande fã de luta livre, mais precisamente de WWE, então isso é de fato uma notícia importante e impactante, já que desde 2008 a luta livre não passa na emissora do Abravanel, contabilizando 12 anos depois do momento em que muitas crianças (hoje adultos) tiveram seus corações partidos pelo dono do baú quando o mesmo tirou o programa do ar. Darei meu ponto de vista sobre o assunto em breve, mas antes, vamos para um pequeno resumo da história da WWE no SBT, já que essa não é a primeira viagem dessa relação:

 


Muita gente assume que a primeira passagem da WWE na emissora paulista foi a exibição clássica de 2008, mas na verdade as coisas não são bem assim. No vídeo acima podemos ver a exibição de um programa da WWF (que viria a se tornar WWE a partir de 2002) no final da década de 80, num dos períodos mais gloriosos da empresa de luta americana, no auge da "golden era" quando ainda estavam ativos lutadores como Hulk Hogan, André "The Giant", "Macho Man" Randy Savage, entre outros. Não se sabe muito sobre quanto tempo durou esse programa, mas o mais impressionante de se ver era a forma de como o programa era apresentado: As promos dos lutadores eram dubladas, uma coisa que nunca pensei em ver, mas que facilitaria bastante a vida de quem está assistindo.  




Já em 2008 a história todo mundo já sabe: No dia 5 de janeiro, as 16h, ia ao ar o programa "WWE- Luta Livre na TV" (sim, é a época que o SBT colocava subtítulos estranhos no nome de suas séries/filmes, é claro que com WWE não seria diferente, e tem que ser um título que rimasse, claro) ficando no ar até abril, quando o programa foi forçado a sair do ar pelo ministério público pelas cenas violentas que passavam de tarde (na época a WWE estava prestes a entrar num período de transição em que iria acabar se tornando mais "family friendly", mas em abril de 2008, o lema ainda era cadeirada na cabeça e sangue na testa). O tempo que o programa ficou no ar pode parecer curto, mas foi o suficiente para angariar uma legião de novos fãs (num próximo post, em breve, entrarei nessa história mais a fundo).   




E agora o dia presente. Esta chamada está sendo divulgada nos intervalos do SBT desde sábado de madrugada, informando apenas o dia da estreia, mas podemos notar alguns detalhes um tanto quanto interessantes: Primeiro que essa chamada de 2020 é basicamente a mesma de 2008, a única coisa que muda são os lutadores que aparecem, mas o resto está lá: Os efeitos sonoros de desenho animado, a narração cheia de adjetivos sobre como "é incrível, é estupendo" e etc, e pra fechar com chave de ouro um nome esdrúxulo e engraçado, mas a parte importante sobre o nome é focar no fato que em nenhum momento é mencionado que isso se trata de WWE, e sim só "Luta dos Campeões", o que se for o nome do programa, vai ser bem triste, seria melhor se só chamasse de WWE, ou se trouxessem de volta o nome "Luta Livre na TV" só pela nostalgia. O que podemos concluir dessa chamada é que das duas uma: Ou o Silvio fez a vinheta no mesmo estilo da outra para causar nostalgia nos antigos espectadores (o que não acredito, já que nem trouxeram o nome antigo do programa de volta) ou, o que é mais provável, Silvio e as pessoas que produziram essa chamada continuam com esse mesmo pensamento sobre WWE, que é uma piada, uma coisa que não deve levar a sério (o que não deixa de ser verdade, mas não é uma boa aparência). 

Ter de volta a WWE na TV aberta é demais, facilitará o acesso e vai trazer vários fãs novos, mas será apenas uma versão condensada e picotada de 60 minutos do RAW (isso se o SBT não comprou o Smackdown também) que em 2008 era um atrativo pra quase todos os fãs, mas numa era que a internet é acessível, existe a Fox Sports 2 fazendo a transmissão dos shows AO VIVO e a WWE Network, essa versão do RAW é inútil para os fãs de longa data do programa, e não tinha que ser útil, a nova versão da WWE tem como único objetivo angariar novos fãs e aumentar a audiência do SBT, e considerando que Silvio Santos faça a coisa certa dessa vez, ele vai colocar a transmissão da WWE nas noites de sábado para evitar problemas com a justiça, fazendo o programa durar por bastante tempo e quem sabe até disputar a liderança do IBOPE contra a Globo nesse horário.

Novas informações sobre a WWE no SBT assim que estiverem disponíveis. Não percam no dia 11 de abril.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Um ode aos fones de ouvido

Resultado de imagem para fones de ouvido 


Existem diversos tipos de fones de ouvido: Grandes, pequenos, com fio, sem fio, preto, branco, azul, rosa, e por aí vai. Mas por que eles são tão importantes? Por que um simples acessório é tão importante ao ponto de eu escrever um post sobre? Bem, primeiro porque eu sou um tremendo desocupado que gosta de escrever sobre coisas completamente irrelevantes, e segundo porque o fone de ouvido faz parte da minha vida de várias formas. 

Meu fone de ouvido é o meu fiel escudeiro nas minhas aventuras, vai comigo pra todo lugar que eu vou, pegando uma experiencia simples como pegar ônibus e tornando numa jornada bem mais legal, seja quando eu estou escutando músicas ou ouvindo meus podcasts, também me proporcionando pausas em momentos que não poderia parar, já que com uma jogada sorrateira você pode escapar do trabalho/aula e viajar no que está acontecendo nos seus ouvidos, ou até mesmo me trazendo a trilha sonora perfeita quando estou me exercitando (tirando as vezes que toca músicas que quebram o clima, mas isso não é exatamente culpa do fone, e sim do celular que selecionou a música, mas tudo bem, isso não é um problema, o fone tem um botão que troca de música). 

Na minha casa, eu sou a única pessoa que tem o hábito de usar fones de ouvido, minha mãe sempre escuta suas músicas sem fone, meu irmão escuta seus podcasts sem fone (especialmente quando ele vai dormir) e meu pai quando morava conosco ele além de ouvir sem fone ele CANTA JUNTO, e ele não é dos melhores. Minha família por algum motivo não aprecia este aparelho dos deuses, e eu não consigo entender porque, usar fone de ouvido é um dos gestos mais educados na sociedade moderna quando se trata de lugares fechados. Além do respeito ao espaço dos outros, o fone de ouvido é compreensivo, ele não julga o seu gosto musical, ele passa tudo que você desejar, desde Rock até o K-Pop mais intragável que você conheça. Outra vantagem que ele te oferece é de poder criar sua própria atmosfera acústica e se isolar do mundo a sua volta (e por mais que isso pareça frio e antissocial, as vezes é bom nos fecharmos em nosso próprio espaço).   

Nem tudo é maravilha nesse mundo, especialmente quando seu fone quebra e você é obrigado a escutar as coisas sem ele, você sente uma certa vergonha de ter que compartilhar o que você normalmente escuta, mesmo que seja uma música boa. Também rola a agonia de não poder ouvir direito já que o barulho ambiente não é favorável, estragando o que antes era uma atividade prazerosa.  

Os fones de ouvido são de longe um dos aparelhos que se fazem mais presentes na vida dos seres humanos, mas sempre acabam passando despercebidos, talvez pela sua fragilidade e baixa vida útil quando não são originais, mas precisam ser reconhecidos. Claro que é fácil deixar passar despercebido uma coisa tão simples da nossa vida, mas as vezes é importante parar para pensarmos nos detalhes, mesmo que eles pareçam insignificantes, por isso escrevi esse texto em ode aos fones de ouvido, que são heróis subestimados pelas pessoas, mas muita gente não vive sem (eu mesmo não vivo).

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

CM Punk volta a WWE (mais ou menos)


O impossível aconteceu! Na noite dessa terça feira (12) na edição do WWE Backstage no Fox Sports, CM Punk fez o seu tão aguardado retorno a programação da WWE após quase seis anos, anunciando que faria parte do elenco do programa, confirmando os rumores sobre o ex campeão da WWE estar no programa. 

O momento se deu no fim do programa quando Renee Young disse: "vamos criar um momento histórico", ela procedeu fazendo uma contagem regressiva e toca a música Cult of Personality (tema do lutador) e adentrando no estúdio estava CM Punk, que foi para a frente das câmeras e disse: "Enquanto eles acham que sabem as respostas, eu venho e mudo a cultura... Vejo vocês na semana que vem". 

Lembrando que o programa é feito pela Fox Sports, o que faz CM Punk ser um contratado da emissora esportiva e não da WWE, então não é exatamente um retorno de Punk para a luta livre, mas é de fato a melhor coisa que poderiamos pedir.

Pra quem acompanhava a carreira dele na WWE, sabem muito bem que CM Punk tem como um de seus principais atrativos a versatilidade no microfone, tendo vários momentos geniais como suas promos inesquecíveis e com um teor mais adulto, sendo comparado com Stone Cold Steve Austin, então ter uma figura assim num programa que dá uma certa liberdade para os apresentadores é sensacional.

Um retorno aos rungues pode não ser a melhor ideia para um retorno de Punk, já que ele provavelmente não tem mais o mesmo ritmo de antes, o que pode tornar o sonho em algo inconveniente, mas provavelmente um retorno ao RAW/SD irá acontecer.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Minha experiência com o Amazon Prime Video


No mês passado, os serviços da Amazon Prime finalmente chegaram ao Brasil com um pacote impressionante: Por apenas 10 reais por mês, você teria direito a ter acesso ao Prime Video, uma espécie de Kindle, um serviço de música próprio da Amazon que eu nem sabia que existia, uma ferramenta pra o Twitch e frete grátis em todo produto com o selo Prime. Eu não sei se esse preço irá se manter pra sempre (seja por estar dando prejuízo ou por alguma regulação dos políticos) mas esse preço me fez assinar o serviço (ou pelo menos pegar os 30 dias grátis, lol).  

Hoje eu vou dar a minha análise sobre o Prime Video e apenas nele porque os outros produtos ou eu mal usei ou eu achei meio limitado, mas acho que eles valem o preço. E também porque eu sempre tive a curiosidade de saber como que era o serviço, sempre ouvi coisas boas sobre, e a Netflix me deixava um pouco irritado, então cancelei a assinatura e a Amazon lançou o Prime no Brasil, achei que seria o momento perfeito pra dar uma olhada no serviço. 


Uma das coisas que me chamou a atenção no Prime é a quantidade de séries conhecidas que tem no catálogo, especialmente sitcoms. Se você acompanha o blog, sabe o quanto que já falei de sitcoms e o tamanho da minha admiração pelo gênero, e o Prime sem dúvida não me decepcionou com séries como Seinfeld, The Office, Dois Homens e Meio, Chaves, 30 Rock, Parks and Recreation, Community, Um Maluco no Pedaço, entre outras. Em comparação, a Netflix possui Friends, That 70s Show, Um Maluco no Pedaço (que saiu e voltou) Arrested Development e é isso. O resto das comédias é só produção original, e a maioria nem é tão boa assim. 

Mas não é só de comédias que vive o Prime, que também tem mais séries famosas como Supernatural, Mr Robot, CSI, O Mentalista, Lei e Ordem, Smallville, NCIS, The Shield e mais, além de vários desenhos famosos como Bob Esponja, Os Pinguins de Madagascar, Pica Pau, Hora de Aventura e desenhos que eu nem ao menos esperava encontrar, tais como Catdog, Johnny Test, Inspetor Bugiganga, Mr Bean em desenho, Avatar, Sonic X e etc. Basicamente, eu posso viver meu passado e o presente ao mesmo tempo graças ao Prime. 

O Prime Video possui também várias séries documentários sobre futebol, bem ao estilo de Sunderland Til I Die (que ainda espero a 2° temporada para mais uma review) trazendo a série All Or Nothing: Manchester City, contando a história da temporada 2017/2018 do time inglês sob o comando de Pep Guardiola, mas além disso, também temos uma série no mesmo estilo falando sobre o Borussia Dortmund que ainda estou pra assistir, inclusive uma série sobre F1, que não tem a mesma pegada de Drive to Survive, mas ainda assim me chama a atenção.  

>>>Leia a review sobre Sunderland Til I Die aqui.

Agora uma coisa que me decepcionou bastante foi o catálogo de animes, que basicamente é inexistente a não ser pela inclusão da saga Johto de Pokémon, InuYasha, Super Onze, um filme de Cavaleiros do Zodíaco, High School of the Dead, alguns animes novos e acho que podemos considerar Avatar anime, eu acho. O Prime possui mais doramas que animes e acho isso uma pena, especialmente num cenário onde a Netflix tem a saga original de Cavaleiros do Zodíaco e um remake do anime icônico.  

No quesito de filmes, o Prime Video tem um catálogo sólido, constituído de alguns filmes famosos como Clube da Luta, Bastardos Inglórios, De Volta para o Futuro 2, O Lobo de Wall Street; Vários filmes de comédia Sessão da Tarde como Debi e Loide; algumas comédias românticas como Amor a Toda Prova, Sorte Grande e outros; mas acima de tudo alguns filmes de super heróis como Capitã Marvel, Batman vs Superman, The Watchmen, a saga Homem de Ferro, alguns do Capitão América e mais; e filmes que eu nunca achei que iria encontrar como ABC do Amor, que nunca consegui achar pra download (pelo menos um atual). 

As séries originais do Prime são poucas, mas dão conta do recado. Outra coisa que chamou minha atenção foi que eles fizeram uma série sobre o livro American Gods, do Neil Gaiman, que é um dos meus autores preferidos junto com Douglas Adams, mas eles não pararam por aí: Recentemente fizeram uma sobre a obra Good Omens, também do Gaiman. Ver obras de um dos meus autores preferidos é de uma satisfação incrível e me dá muita esperança que no futuro eles possam fazer isso com outros autores como o já citado Douglas Adams e o seu Guia do mochileiro das galáxias, que ainda merece uma boa adaptação pro vídeo. Mas além dessas séries, o Prime também tem outras que parecem promissoras como The Man in the High Castle, Fleabag (cuja atriz principal ganhou um Emmy recentemente) The Boys, todas séries muito bem recebidas pela crítica. Eu acho que quando se faz poucas séries, você pode garantir que elas serão de qualidade.

- Mas como é assistir alguma coisa no Prime Video?  


Assistir alguma coisa no Prime não tem tanta diferença em relação a ver na Netflix: Se é uma série, ele passa pro próximo episódio assim que o que você está vendo terminar; o Prime também possui o "pular abertura" que eu ainda acho que é uma das coisas mais babacas que já ouvi falar; mas uma diferença que tem no Prime é o recurso de raio X da cena, indicando quem são os artistas interpretando em primeiro plano e a música que está tocando, um recurso bem útil, mas as vezes a música da cena não é indicada, então não é sempre que funciona. 

Uma coisa que me incomoda sobre o Prime é a forma como eles organizam a sua biblioteca. Ao invés de você clicar na série que você quer e adicionar na sua biblioteca, eles fazem você colocar temporada por temporada, não é uma coisa muito grave, mas sem dúvida não é uma coisa boa.   

Outra coisa ruim é que eles fazem propaganda de temporadas que não estão disponíveis no Brasil, o que é bem idiota, se a temporada não está disponível no nosso país, não coloque ela disponível pra ser vista, deixe apenas as temporadas que podem ser assistidas.

O veredito: 

No quesito de catálogo, o Prime é mais enxuto que o Netflix, mas acho que tudo tem a ver com seus gostos, eu por exemplo prefiro o catálogo do Prime por ter muitas comédias e séries antigas, mas com certeza que muita gente assiste as produções originais da Netflix e vai preferir por causa disso. No resto, eu diria que não tem muitas diferenças do Prime para o Netflix, mas eu sei qual que me agrada mais. O Prime Video trás um bom serviço a um ótimo preço, e se você assinar o pacote do Amazon Prime, fica ainda mais barato e você tem direito a mais coisas, então eu digo que super vale a pena.

 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

(OPINIÃO) "Se Joga" mostra como NÃO fazer um programa de TV


Após quase um ano de burburinho e preparação, finalmente entrou hoje no ar o programa da Fernanda Gentil. O Se Joga, que também conta com Fabiana Karla e Érico Brás como apresentadores, veio para ser uma alternativa mais leve na hora do almoço para tentar parar a Hora da Venenosa na Record, além de colocar um novo programa para substituir o Vídeo Show agora que as 14 temporadas de "A Grande Família" foram ao ar, com um grande sucesso. Com o tanto de tempo investido e a gravidade da situação da audiência vespertina da Globo, que capenga pelo menos desde 2012, não tinha como não estar um pouco curioso sobre esse programa e se valeria todo o hype. Spoiler: Não vale. Mas vamos entender porque.  

Desde que ouvi sobre a ideia da Globo de criar esse programa no fim do ano passado, eu já sentia um mal pressentimento. A Fernanda Gentil pra mim é aquele tipo de apresentadora que não fede nem cheira: Eu não a achava ruim, mas não era fã dela, mas por algum motivo ela é cultuada por alguns na internet. Ela é vista como uma rainha progressista pela turma da lacração, talvez por ter se assumido bi, talvez por ser uma mulher e falar de futebol, eu não sei, tirando ter se assumido, não lembro dela ter "lacrado", e se fez não é um problema, mas como essa panelinha de Twitter é bem irritante e agem como uma seita, eu tendo a ter um asco a tudo que os envolve, mesmo que não sejam pessoas objetivamente babacas, mas enfim, como o público dela é esse, eu estava esperando uma versão piorada do "Encontro" nas tardes, mas quando a Globo começou a promover o programa, eu vi um estúdio colorido e não sabia o que esperar, mas sabia que não seria um bom programa, mas eu só não tinha ideia de quão ruim seria. 

Já era um alerta quando vi a duração do programa no site da Globo: Duraria menos de uma hora. então até a Globo estava com pé atrás com essa ideia, mas agora não tinha como voltar atrás. As coisas já começaram mal quando o programa começou 20 minutos atrasado com o JH enrolando sem motivo nenhum (ou com um motivo simples: O medo de enfrentar Geraldo Luiz e a Hora da Venenosa) então o programa começa as 14h20 com uma gritaria só, já que os três apresentadores basicamente falavam um por cima do outro; além disso, a Globo resolveu esculhambar o programa de vez com vários efeitos sonoros aleatórios, transformando o programa numa espécie de Programa do Ratinho piorado ou algum programa da RedeTV!. Eu fiquei surpreso ao ver esse tipo de coisa na emissora, já que eles ao menos tentam ser mais refinados com seus programas, mantendo um padrão de qualidade que só a emissora tem, ou tinha, não se sabe mais.  

O programa teve três momentos: O momento das celebridades, com os apresentadores usando a ideia do Encontro com aquele quadro com os assuntos do momento, além de debater a revelação da bissexualidade do Reynaldo Gianecchini e falar sobre uma espécie de um "Padre Gato", coisa que nem o Fofocalizando cobre, além da participação da Paola Oliveira, fazendo meio que um arquivo confidencial e outras coisas que eu realmente não importo.    

Depois disso, tivemos o momento "humor" do programa, e eu realmente quero dizer com aspas. Paulo Vieira, ex Programa do Porchat, fez sua estreia no programa com um quadro que ele fazia no antigo programa, um quadro sobre pobres que faria até o antigo Zorra Total ser engraçado por comparação. Nesse quadro tivemos a participação do Igor Guimarães interpretando um cachorro (press F for Advogado Paloma) e fazendo piadas ao estilo Whindersson Nunes "olha só, casa de rico é assim, casa de pobre é desse jeito hahahahaha humor, engraçado, comédia". O pior é que os fãs desse humorista e da Fernanda sempre pagam de politicamente corretos sobre humor, mas ninguém ao menos reclamou e problematizou, agora imagine se fosse alguém como o Danilo Gentili ou Léo Lins fazendo essas piadas? Provavelmente estariam sendo chamados de elitistas, anti-pobres, nazistas e etc, mas aparentemente estar na Globo dá o passe livre para "ser engraçado". 

Pra fechar o programa, um jogo com a plateia (que parecia não estar interessada em estar lá) em que dois representantes foram chamados para adivinhar alguma coisa que não ligo, fazendo uma espécie de Vídeo Game que mais parecia um circo com todos os efeitos sonoros que foram jogados no meio. Aparentemente esse jogo só serviu para a Fernanda Gentil fazer um merchan das Americanas, então vamos logo pra o veredito, okay? 

Forçado, sem graça e constrangedor são as melhores expressões usadas pra descrever esse programa. Uma mistura dos piores programas da televisão brasileira, sem dúvida um dos piores programas que vi. Absolutamente TUDO está errado: Os apresentadores falam um por cima do outro (aliás, três apresentadores é realmente necessário?), os efeitos sonoros são deveras abusados, a comédia do programa é ultrapassada e ofensivamente constrangedora, o programa é muito frenético, tornando impossível entender/aproveitar qualquer coisa, e acima de tudo o programa tenta fazer muito em pouco tempo e falha em tudo que se propõe em fazer, ou seja, um erro colossal. A Globo viu esse ano que não era necessário fazer um esforço grande pra vencer a Record as tardes, A Grande Família fazia isso com sobras e nem era preciso gastar muito, então por que não continuar a reprisar comédias e trazer de volta programas como "Tapas e Beijos", "Toma Lá Da Cá", "Os Normais", "Minha Nada Mole Vida" (especialmente esses dois últimos como uma forma de homenagem a Fernanda Young, que morreu pouco mais de um mês atrás)? Ou fazer uma espécie de "Sessão Globoplay" e exibir séries como "The Big Bang Theory", "The Office" ou até mesmo "Todo Mundo Odeia o Chris", daria mais resultado e não custaria o tempo e o dinheiro gastos pra investir nesse programa, que tem tempo e potencial para melhorar, mas precisa de muitos avanços para ser considerado aceitável.  

Nota: 0/10