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quarta-feira, 1 de abril de 2020

O Jogo da vez: F1 2006 (PS2)



E hoje pela primeira vez na história desse quadro eu toco no assunto de jogos de corrida, e por mais que eu não seja muito entendido no assunto, esse jogo tem um lugar especial no meu coração e de muitos fãs de F1 ao redor do mundo, considerado por muitos o melhor jogo de F1 de todos, mas será que esse jogo é tudo isso mesmo? É o que nós vamos descobrir. Senhoras e senhores, o jogo da vez é o F1 2006 para o Playstation 2.

Antes de falarmos no jogo em si, é importante pensarmos no contexto que esse jogo cobre. 2006 era um período de transição na principal categoria do automobilismo mundial, uma época em que o domínio da Ferrari e Michael Schumacher havia sido quebrado pelo espanhol Fernando Alonso um ano antes e ele viria a ser bi campeão, mas o heptacampeão tentou tudo e deu um show antes de sua "aposentadoria" no seu último ano no auge; 2006 foi também o início do último grande período do Brasil na F1 com a troca de lugares na Ferrari. Rubens Barrichello saiu para a Honda, frustrado e triste por tudo o que passou na Ferrari desde 2002, e cedeu lugar a Felipe Massa que venceu 2 corridas em 2006 (uma dessas vitórias foi o GP Brasil, uma corrida inesquecível já que desde 1993 com Ayrton Senna um piloto brasileiro não vencia em Interlagos) e chegou muito perto de ser campeão em 2008, perdendo para o jovem Lewis Hamilton, e por falar no hexa campeão, 2006 foi a temporada que antecedeu sua estreia na F1. Hoje em dia ninguém consegue imaginar a Fórmula 1 sem o piloto inglês, Vettel, Vestarppen, Leclerc, Ricciardo e outros, mas essa era a época que vivíamos em 2006. (Ah, e só pra constar, o Kimi Raikkonen já estava na F1 nessa época, e hoje ele é o único piloto que está nesse jogo que ainda está na F1).

GP do Brasil no Rio: Massa se diz contra por não estar convencido
Felipe Massa no GP Brasil de 2006

  
O jogo foi lançado pela Sony em julho de 2006, com versões para o PS3 (conhecida como F1 Championship Edition) e para o PS2, que é a versão que estamos focando aqui. O jogo trás as 18 corridas da temporadas de 2006 e todas as equipes, inclusive as estreantes STR, Super Aguri e Midland, os pilotos presentes são os seguintes: 

-Renault F1 Team: Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella 
-Scuderia Ferrari: Michael Shumacher e Felipe Massa
-McLaren Mercedes: Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya 
-Honda Racing: Rubens Barrichello e Jenson Button 
-Panasonic Toyota Racing: Ralf Schumacher e Jarno Trulli 
-WilliamsF1: Mark Webber e Nico Rosberg
-BMW Sauber F1 Team: Nick Heidfeld e Jacques Villeneuve
-Red Bull Racing: David Coulthard e Christian Klien 
-Scuderia Toro Rosso: Vitantonio Liuzzi e Scott Speed  
- Midland F1: Tiago Monteiro e Chritijan Albers 
- Super Aguri: Takuma Sato e Yuji Ide 

Assim como todo jogo anual, o F1 2006 já chegou desatualizado, já que na Super Aguri o piloto Yuji Ide teve sua super licença cassada pela FIA após o GP de Ímola quando ele causou um acidente que capotou a Midland de Cristijan Albers (o piloto japonês foi substituído pelo francês Franck Montagny) e também pela demissão de Juan Pablo Montoya da McLaren, sendo substituído pelo espanhol Pedro De La Rosa. 

Modos de jogo: 

 Formula One 06 (PS2) - Career Mode Part 1 - YouTube

O jogo tem 5 modos principais:

- Time trial: Dê voltas em todas as pistas para bater o recorde da prova, conseguindo uma volta "ouro" em todas as pistas, você liberará a pista de testes de Jérez, na Espanha, lendário circuito da F1. 

- Corrida: Esse está bem na cara o que é né? Escolha seu piloto, a pista, a dificuldade e a posição que quer largar e corra em busca da vitória na F1. Esse modo também pode ser jogado por split screen com um amigo, o que é uma coisa ótima e que faz falta nos jogos atuais, mas o único problema é que esse modo não permite parada dos boxes, o que tira um pouco a graça da experiência, mas ainda assim é legal. 

- Fim de semana de GP: Ao invés de apenas uma corrida você faz todos os testes, participa da qualificação em busca pela pole position e, obviamente a corrida. 

- Campeonato do Mundo: Nesse modo você escolhe um dos pilotos reais e corre uma temporada inteira em busca do título da F1. 

-Modo Carreira: O modo principal do jogo. Você cria o seu personagem para poder salvar o jogo e tem a oportunidade de correr 5 temporadas na F1, começando pelas equipes mais fracas e subindo o ranking da F1 até poder chegar em uma das 3 principais para poder conquistar o título mundial. O modo é muito legal, mas tem alguns problemas que me incomodam. Primeiro porque é um modo muito pequeno, 5 anos na F1 não dá pra nada, normalmente esse é o tempo para poder chegar numa equipe grande na vida real (a não ser que você seja o Hamilton e já comece em uma) o modo teria que ser pelo menos uns 10, 15 anos, já que como em 5 anos vamos bater o recorde de 7 títulos de Schumacher? Outro problema que tenho é que o modo não tem muitos detalhes, você não vive nenhuma rivalidade na F1 (ou ao menos o jogo não foca nisso) e só você pode trocar de equipe, os outros pilotos infelizmente não trocam, o que daria uma nova vida ao modo, imagina se o Schumacher saísse da Ferrari e fosse pra McLaren e você tivesse que disputar contra ele na Ferrari? Seria demais, mas infelizmente o pessoal que produziu o jogo não pensou muito longe.    

O Veredito:

F1 2006 é um grande exemplo de como uma franquia de jogos de esportes deve agir, replicando perfeitamente a temporada de 2006 da F1 em quase todos os seus aspectos; a física do jogo era muito boa na época e os gráficos desse jogo (até mesmo no PS2) continuam bonitos depois de 14 anos do lançamento, e apesar de algumas reclamações que fiz, o F1 2006 nada mais é que um jogo de F1, não tem muito o que querer aqui de coisas diferentes, mas no final das contas o jogo cumpre sua missão e mais um pouco, podendo atrair tanto os fãs de F1 como fãs de jogos de corrida em geral. E sobre a pergunta que fiz no começo se o jogo era mesmo o melhor de todos os tempos? Pra época diria que com certeza, hoje em dia tem jogos com muito mais detalhes, especialmente nos pontos que toquei, mas nenhum desses jogos novos tem o charme que o F1 2006 tem pra mim, já que esse jogo é o único que representa a época da F1 que comecei a ver e que mais me apetece até hoje, e como infelizmente não tivemos jogos da F1 até 2009, esse é o único conteúdo da F1 do meio dos anos 2000 que temos.  

Nota: 8/10  

segunda-feira, 8 de julho de 2019

O jogo da vez: WWE Smackdown! VS RAW 2011 (PS2)


Senhoras e senhores, hoje o post é bem especial para mim. A pauta de hoje é sobre uma coisa que eu adoro: WWE, e se tem uma coisa que um fã de WWE gosta muito é dos jogos da WWE, que vem desde as máquinas de fliperama até os consoles atuais, sem duvidas uma coletânea recheada de jogos maravilhosos e marcantes seja o console que você joga. E hoje eu vou falar sobre o meu jogo preferido de WWE, o primeiro jogo de luta livre que eu realmente joguei e que me fez virar fã desse mundo das lutas, o WWE Smackdown! VS RAW 2011 (ou SvR 2011), mas eu vou falar da versão de PS2 porque foi a que eu joguei.   

Esse jogo foi lançado no final de 2010, numa época em que a geração do PS2 já estava enterrada a sete palmos de baixo da terra, já que o PS3 e Xbox 360 chamaram toda a atenção pra si, mas nem por isso pessoas como eu, que não tem dinheiro para comprar um brinquedinho mais caro para seguir no ritmo da tecnologia, ficaram só chupando dedo, já que pelo menos as produtoras que tinham franquias anuais, como PES e FIFA, ainda faziam versões para o PS2, e a THQ (detentora dos direitos dos jogos de WWE na época) não fazia diferente, todo ano eles lançavam o port dos jogos de WWE para o PS2 (quer dizer, todo ano até 2010, já que o SvR 2011 foi o último da franquia a ter uma versão para o Play 2, isso se a gente esquecer do WWE All Stars, lançado em 2011) mas como desde 2006 o foco era nas versões de PS3 e Xbox 360, os jogos de WWE para PS2 costumavam ser bem limitados, o que torna um tanto quanto esquisito eu fazer review de uma versão num vídeo game ultrapassado, mas como eu sou bem pentelho, vou fazer mesmo assim (afinal o que a THQ vai fazer contra mim? Eles tão falidos, eu não) então vamos em frente.  

- Grandes omissões do jogo 


O SvR 2011 foi o jogo em que mais se dava para perceber a diferença entre os consoles da 6° para a 7° geração, já que enquanto nas versões de PS3/Xbox 360, o jogo tinha gráficos superiores e uma física nova super realista em que mesas eram quebradas de uma forma mais simples, o PS2 acabou retendo a física antiga em que se você tentasse jogar o oponente numa mesa, a mesa era afastada para longe e não quebrava, tornando tudo meio esquisito. Além disso, quem resolveu ficar com vídeo games antigos acabou sendo privado do modo Superstar Threads, que nos deixava mudar a cor da roupa dos lutadores, podendo criar belas combinações de cor e criar roupas alternativas. Esse modo na verdade já havia sido privado antes, já que o Smackdown VS RAW 2010 também tinha esse modo, só que para os consoles modernos. Podemos argumentar que esse modo não foi incluído porque o PS2 não tinha capacidade para isso, mas eu já vi esse recurso em outros jogos de luta do PS2, então qual é o motivo de não colocar no PS2? Pra mim, a única razão plausível é o descaso, já que outros detalhes pequenos também ficaram exclusivos para a geração nova, como por exemplo, o jogo no PS2 não anuncia um lutador com um cinturão como campeão sendo que em jogos antigos o jogo anunciava o campeão. A única maneira de um lutador ser anunciado como campeão é se ele for um lutador criado pelo player.   
 
Mas a maior omissão foi no departamento de personagens que podiam ser utilizados no jogo. O SvR 2011 foi o segundo game a ter DLC, mas foi o primeiro a fazer um hábito nojento que até hoje permeia os games de WWE: Colocar lutadores importantes no DLC do jogo. De lutadores novos no jogo, os pacotes de DLC deram: Lex Luger, British Bulldog, Chris Masters, Layla e o Nexus (representado por Wade Barrett, Justin Gabriel e David Otunga) o que limitou esses lutadores aos jogadores de PS3 e Xbox 360.     
 
Eu entendo que a inclusão do Nexus no DLC foi simplesmente para dar um boost nas vendas do pacote, semelhante a decisão de incluírem a Ronda Rousey e o Rey Mysterio no WWE 2K19, mas não torna menos injusto, primeiro porque o Nexus foi uma parte muito importante da WWE em 2010, importante de mais para serem ignorados e privados nos games de todos; e segundo porque eles estrearam em Junho, o que ainda daria para serem incluídos no elenco principal do jogo, mas infelizmente eles preferiram incluir lutadores inúteis como Vance Archer e Mike Knox dentro do jogo ao invés de colocar o Nexus como membros do jogo ao invés de DLC. Eu sou da teoria que DLC de jogo tinha que ser conteúdo adicional, não conteúdo que já deveria estar no jogo. Eles poderiam ter incluído pelo menos os nomes dos lutadores, a música e a roupa do Nexus nas versões de consoles datados para que os players pudessem criá-los com facilidade.     

Outras omissões marcantes foram as de Daniel Bryan e Alberto Del Rio, que estrearam na WWE ao longo do ano de 2010 (Daniel estreou junto ao Nexus, mas como foi demitido por enforcar o Justin Roberts com a gravata, acabou perdendo seu espaço no jogo) o que já tornou o jogo atrasado e desatualizado por tabela, outro problema que assola os jogos de WWE.   

- Novos modos  
 
 

Apesar de algumas ausências, a versão de PS2 ainda possui o principal e o necessário para divertir, com os dois modos principais do jogo: WWE Universe e Road to Wrestlemania. 

O WWE Universe é um modo em que você vive uma temporada inteira da WWE, começando no RAW pós Wrestlemania 26 e seguindo até a próxima Wrestlemania, contabilizando um ano no calendário, mas apesar disso, o modo não acaba, é infinito, e o objetivo dele é te dar o poder de comandar a WWE e definir basicamente tudo: Os lutadores que lutam pelo título, o show que os lutadores vão atuar, pode se criar times, pode se separar times e etc. Um modo que lembra um pouco o saudoso GM Mode, mas um pouco diferente, já que você não comanda um show, você comanda todos os shows, num conceito bem diferente e revolucionário para a época. Infelizmente nem tudo é perfeito e esse modo também tem suas falhas, muitas delas que foram corrigidas ao longo do tempo, como por exemplo a falta de customização, já que você não pode montar de fato o seu calendário, tem que jogar com o que o game te dá; outro problema é os ataques randômicos que acontecem ao longo da jogatina, já que o game produz cutscenes que podem gerar histórias, mas o problema é que a maioria delas acontece de uma forma aleatória, especialmente quando você está planejando uma história, aí o game vai lá e muda a direção do nada, coisa que diminuiu bastante ao longo de outros lançamentos.  

 

O Road to Wrestlemania não é exatamente novo, mas ganhou uma nova roupagem que dá uma experiência nova ao player, já que agora você pode andar com o seu personagem em 3° pessoa, ao estilo GTA, além disso, você pode jogar 5 histórias diferentes, sendo elas: 

- Vs Undertaker: Quem conhece um pouco de WWE já ouviu falar na criatura mítica que é o Undertaker, um lutador "zumbi" com poderes sobre humanos que é muito poderoso, e sua marca principal é a sua sequência de vitórias na Wrestlemania (maior evento da WWE) numa marca que na época era de 18V-0D, e a sua missão é quebrar essa sequência, assumindo o controle de Dolph Ziggler, John Morrison, R Truth, Kofi Kingston ou um lutador criado, você embarcará numa aventura sobrenatural e surrealista tentando se provar para as pessoas que você tem a capacidade de derrotar Undertaker na Wrestlemania.  

- Chris Jericho: Jogar sujo também faz parte da vida. Você encarna na pele de Chris Jericho, um veterano bem arrogante cujo objetivo é se tornar campeão da WWE, mas ele não consegue vencer o campeão, Triple H. Você irá embarcar numa jornada cheia de emoção e pancadaria, usando de todos os artifícios possíveis (legais e ilegais) para chegar a seu objetivo: O título máximo da WWE.  

- John Cena: THE CHAMP IS HERE! O rei da garotada, John Cena conseguiu uma chance para enfrentar o campeão da WWE, Randy Orton, mas um monte de adversidades afastam Cena do seu objetivo, mais precisamente a proteção especial que Randy Orton tem com a Legacy (Ted DiBiase Jr e Cody Rhodes) e Vladimir Koslov e Ezekiel Jackson. No meio termo, um determinado MVP vence o Royal Rumble em busca do seu lugar ao sol, os dois se unem para tentar acabar com o reinado de terror de Randy, mas as coisas complicam. Entre numa jornada sobre amizade e adversidades para vencer o título da WWE. 

- Rey Mysterio: Após um acidente de carro, Rey Mysterio perde a memória e fica meio confuso, duas pessoas aparecem para ajudá-lo na recuperação: Jack Swagger e Evan Bourne,  mas quem está mesmo do lado dele e quem está tentando usá-lo? Isso é o que você precisa descobrir. Numa jornada com múltiplos caminhos, você entrará numa verdadeira novela para conseguir vencer o título Mundial dos Pesos Pesados.   

- Christian: Uma hora você tem tudo, outra hora você não tem nada. Christian era o rei da ECW, mas por uma jogada do destino, acabou indo parar no Smackdown!, onde ele encontrou um velho amigo em Edge, o que faz eles resgatarem uma parceria do passado. Entre numa jornada divertida, cheia de nostalgia e quebra da quarta parede, num caminho que pode te levar aos títulos mundiais na Wrestlemania.  

-Modos de criação 

 
 

Qual é a graça de jogar WWE e não criar seu lutador? Pois é. Apesar da falta do Superstar Threads, a versão de PS2 não desaponta no quesito criação, dando liberdade para o player fazer o que quiser, podendo criar seu lutador, a entrada dele (que pode ser super complexa ou bem simples), determinar os golpes, e até criar um Finisher, que pode ser um golpe devastador ou apenas uma bobeira engraçada.  

Outro recurso muito aclamado é o Create a Storyline, que voltou do jogo passado, no qual você cria suas histórias personalizadas, o que pode ser um belo artifício para quem joga o Universe para tirar todas as promos da imaginação e dar um toque a mais nas suas rivalidades.   

O Veredito:  

 
 

Apesar da versão de PS2 ter suas limitações, o jogo continua sensacional de ser jogado, independente da plataforma. WWE Smackdown! VS RAW 2011 sem dúvida fez história nos jogos da WWE, e por uma boa razão, é um jogo lotado de diversão para todo o tipo de player, até mesmo quem não conhece muito bem WWE pode pegar esse jogo e ter uma ótima experiência de gameplay. 

Nota: 9,6/10
 
 
 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O jogo da vez: GTA Vice City


        



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Feliz ano novo, pessoal, 2018 vai começar aqui no blog com a sequência de uma série que eu senti falta de fazer (e até pensei em modificar) que é fazer a "resenha crítica" de um jogo qualquer, e como foi em 2016 o último post dessa série (aqui) vamos a um segundo episódio, dessa vez falando do GTA Vice City. 

Esse jogo foi lançado em 2003 pela Rockstar Games para ser a sequência do aclamado GTA 3, que foi liberado em 2001. A história do jogo se passa na década de 80, na pele de Tommy Vercetti, um bandido que fazia serviços para a família Forelli, mas acabou sendo usado por eles como acessório e foi parar na cadeia por 15 anos, mas quando saiu, ele foi mandado a Vice City (a versão do jogo para Miami) por Sonny Forelli (patriarca da família Forelli) para evitar estranhamentos. Certo dia, Tommy foi fazer um trabalho para Sonny: Uma negociação de drogas com uma gangue, mas ele sofreu uma emboscada e acabou perdendo o dinheiro do Forelli, que ficou muito pistola com ele e mandou o papo pra ele e o Ken Rosenberg (advogado cheirador de pó que é assistente do Tommy): Ou trazem o dinheiro de volta, ou vão morrer. Na segunda missão, somos apresentados a Lance Vance, um carinha muito estiloso que resolve ajudar o Tommy nos negócios do crime (mesmo que o próprio Tommy não era muito fã dele).    

O jogo é simplesmente sensacional!  

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GTA 3 foi um jogo bom, trouxe muita coisa a mesa e muito potencial e esperança para o futuro, mas eu diria que a franquia só começou a ser legendária de fato graças ao GTA Vice City, esse jogo foi o percursor de tudo que faz a franquia ser um sucesso: Polêmicas, momentos engraçados, personagens carismáticos e missões enigmáticas, mas o jogo é muito mais do que isso: Tem as boas e velhas rampages, tem junto com o GTA San Andreas a melhor trilha sonora da franquia, além das missões mais animadas e difíceis de se fazer, e até mesmo os pontos negativos do jogo como a policia assassina do jogo fazem com que este jogo seja uma experiência sensacional de se ter.   

As missões com gangues são irrelevantes.   

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Neste jogo, fizemos missões para três líderes de gangues: Algumas delas foram úteis como o líder dos Motoqueiros, Mitch Baker (ou Lemmy do Motorhead) pra fazer a missão da Love Fist, outras foram só para matar o tédio do Tommy mesmo como o Humberto (líder dos Cubanos) e a mulher lá que eu esqueci o nome que é a líder dos Haitianos. O meu maior problema é que essas missões são muito difíceis e esses caras não são usados pra mais nada, por exemplo: Depois que as missões acabam, o Mitch liga para o Tommy dizendo que ele faz parte da gangue e que se ele precisar de favores, que podia contar com ele, o Humberto fez a mesma coisa, então porque não foi usado esse poder de arma de fogo ao favor do Tommy? Se isso tivesse acontecido, a vida naquela última missão seria bem mais fácil: Os Cubanos e os motoqueiros neutralizavam o pessoal da máfia enquanto rolava a perseguição do Tommy contra o Sonny, seria até mais legal de ver.   

Outro problema com essa última missão é todo o jeito que aconteceu a vira casaca de Lance Vance, pra mim, ele não tava errado em trair o Tommy, ele era babaca com o Lance e não pagava ele direito, então o Lance tinha todo o direito de apunhalar o Vercetti pelas costas, mas acho que o único erro dele foi ter feito se juntando ao Sonny Forelli, que provavelmente iria matar o Lance e pegar tudo pra si, então a morte do Lance foi merecida por causa de sua própria idiotice e inocência.   

O Veredito  

GTA Vice City é aquele tipo de jogo que é atemporal, que é um jogo que pode passar vários anos e você não vai deixar de jogar, e por mais que todos os GTA's sejam assim, só o Vice City e o San Andreas conseguem divertir como se fosse a primeira vez que você jogasse.    

Pontos Positivos: 
- A história do jogo
- A trilha sonora
- A liberdade de exploração
- As possibilidades infinitas de assassinatos em massa (pareci um terrorista agora)  
- A variedade de missões divertidas e desafiadoras
- A variedade de personagens divertidos

Pontos Negativos: 
- Algumas bobeiras do roteiro na missão final 

Nota: 9,5/10





domingo, 10 de dezembro de 2017

Porque você deve jogar Sr Presidente?



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Você está cansado desta classe política brasileira que nada mais é do que um conjunto de ratos sujos de esgoto que só querem saber do próprio umbigo? Você pode ser o executador dessa mudança (ou ser o cara que vai ferrar com tudo de vez) Sr Presidente é um jogo de mobile lançado no ano passado, no qual o objetivo principal é ser o presidente (quem diria?) da República Federativa do Bananistão (porque nosso país só tem bananas) lidando com todos os problemas econômicos/políticos/morais do Bananistão e conseguir ficar os quatro anos.   

- Um leque de opções e vários destinos possíveis   

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O jogo é bem simples: O país tem quatro grupos principais (População, políticos, movimentos sociais e exército) e para conseguir se manter no poder, você precisa agradá-los, e para fazer você precisa escolher quatro tipos de ação: Orçamento, decretos, ética e poder. Nesses grupos você pode escolher ações que mexem com os direitos humanos, a economia, a saúde, educação, informática, pesquisas científicas e etc. Dependendo do seu rumo e quanto os grupos estão com raiva, algumas coisinhas podem acontecer, e essas coisinhas podem acabar com o seu governo, como por exemplo: Impeachment, investigações da Lava Jato, revolta armada, tentativas de assassinato e etc  

- Ser honesto ou não ser? Eis a questão 

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Além de te dar a opção do que fazer no jogo, o jogo te dá a chance de agir do jeito que você quiser, mesmo não sendo um jogo que não tem o envolvimento direto do Diagrama de Nolan, o jogo te dá a chance de agir de acordo com suas ideologias políticas. Se você quer ser durão, autoritário e direitista, você tem a chance. Se você quiser ser populista/estadista/esquerdista, essa é a sua chance, mas claro, você também pode ir cortando os gastos e ser um adepto do liberalismo, e vai estar tudo bem, o ponto é que além da variedade de caminhos, o jogo te dá a liberdade de fazer exatamente tudo que você quiser, sem falar que o jogo está sempre atualizando, o que sempre mantem a experiência nova.     

-O Veredito

Sr Presidente é um jogo sensacional pra quem é leigo em política e quer ter uma base mínima de como entender esse universo corrupto e complicado, é o tipo de game que faz o tempo rodar no tédio. Com visuais simples e fáceis de se gostar, o jogo simplesmente consegue ser perfeito em todos os aspectos, por isso mesmo, a nota é 10/10, então o que você tá fazendo aí sentado? baixe esse jogo.



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O Jogo da vez: Bully

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Voltando com mais um post no blog, hoje finalmente trarei o post que era pra ter saído ontem, mas como nem tudo é ouro, ele saí hoje, que é o jogo da vez, que é um quadro que eu analisarei os pontos positivos e negativos de um jogo qualquer, e hoje, como vocês já viram, será o jogo Bully.  
Esse jogo foi lançado em 2006 e foi considerado como um dos mais polêmicos feitos pela Rockstar Games por causa da sua temática e também por sair em uma época em que o bullying era um dos maiores problemas nas escolas dos EUA (não que hoje não seja também). 
''Ah, mas sobre o que é o jogo?'' como o nome já diz, a temática do jogo tem a ver com bullying, mas não é apenas sobre isso, o jogo conta a história de Jimmy Hopkins, um garoto de 15 anos que basicamente é um capeta em forma de guri, ele tinha sido expulso de várias escolas e como sua mãe já estava cansada de bancar a babá, ela partiu com seu marido (o quinto) e deixou nosso protagonista numa escola chamada Bullworth Academy, que basicamente é um internato que deveria ser chamado de ''infernato'' pela quantidade de gente babaca que tinha ali, como professores corruptos, bêbados, pedófilos e ainda os grupinhos de alunos que tavam mais pra membros de uma gangue do que simples colegas de escola.    
Agora que você sabe mais ou menos sobre o que é o jogo, vamos a nossa review. 

Se você procura diversão, esse jogo é pra você  
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Bully faz parte de um gênero chamado de ''mundo aberto'' onde você pode personalizar ao máximo sua experiência no game, e nesse jogo, o gênero foi levado ao pé da letra. 
Um dos maiores acertos no jogo é a liberdade que você tem, as coisas que você pode fazer quando não está em uma missão, quase todo o cenário é interativo, você pode determinar as roupas que seu personagem usa, você pode determinar as ações do personagem, CACETA, VOCÊ PODE ATÉ ESCOLHER QUEM VOCÊ VAI BEIJAR (MENINAS OU MENINOS) e obviamente, isso gerou muita polêmica também.   

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Outro aspecto bacana do jogo é a diversão, que está presente em todos os lados do jogo, desde as várias opções de ''armas'' pra brutalizar os amigos, as mecânicas das aulas, como a aula de química, que serve pra produzir as bugigangas que você vai usar pra brutalizar, até mesmo na educação física, onde você pode jogar dodgeball (baleada pros íntimos) e aprender uns golpes de luta greco-romana.   

O jogo também tem um vasto território para ser explorado (obviamente você tem que ir avançando no jogo pra liberar as coisas, como no GTA) e um monte de mini game maneiro que você pode fazer pra avançar no jogo, um deles é coletar os rádios do mendigão balboa (até hoje ninguém sabe o nome daquele velho) pra que ele possa te ensinar uns golpes de luta, vejamos um exemplo aqui: 

  

As missões do jogo também não ficam pra trás no quesito diversão, a maioria das vezes são tarefas intensas, que mais lembram um jogo arcade do que qualquer outra coisa. Essas missões podem ser desde ajudar um amigo mijão, até tirar fotos ''calientes'' de uma menina e espalhar por aí, e por falar na história do jogo:      

A história começa bem, mas vai perdendo força e ficando fraca.    

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A história do jogo começa quando o Jimmy entra na escola e já enfrenta problemas com os valentões, que o perseguem por ser novato, e foi assim por todo o primeiro capítulo (o jogo é dividido em seis, sendo que de missões inéditas, só vamos até o quinto) e sinceramente era essa linha que o jogo devia ter seguido, já que seria um ótimo mecanismo de identificação para várias crianças que sofrem bullying, já que a trama era focada num ambiente escolar e a partir do segundo capítulo deixa de ter essa temática.  

Por falar no primeiro capítulo, é lá que conhecemos o vilão do jogo, Gary (o cara da foto) é um cara perturbado, que tem como passatempo fazer graça com alunos mais fracos e planejar em tomar o controle da escola, o Gary se alia ao Jimmy logo após a primeira missão do jogo, quando ele oferece a sua amizade, mas por pura paranoia, o garoto encrenca nosso protagonista, colocando ele numa briga com Russell, o chefe dos valentões.  Assim, o objetivo do Jimmy é ter sua vingança sobre Gary. (desculpem o spoiler)   

Esse twist poderia ser muito impactante, se praticamente TODO MUNDO que jogou esse jogo não esperasse que isso fosse acontecer. Pensem comigo, o cara tem vários problemas mentais, vive perturbando os outros e vive falando sobre acabar com os outros alunos, o Gary é praticamente uma versão unificada do Eric e do Dylan, do atentado de Columbine, como é que o Jimmy não esperava ser traído por esse cara?    

Nos próximos capítulos, ele enfrenta as outras panelinhas, por um motivo mais besta que o outro, e se você ver as primeiras cutscenes dos próximos capítulos, você percebe que é o Jimmy que inicia as tretas, com a arrogância e falta de educação, ele se coloca em vários problemas, tudo bem que com o desenvolvimento da história, eles arrumam outros motivos pra crescer essa treta, mas sempre é uma coisa besta, como no segundo capítulo que o Gary aparece na missão dos ovos, dizendo pro Tad que o Jimmy disse que ele era uma hermafrodita e aí eles saem na porrada, tipo, tudo bem que como o jogo é protagonizado por um adolescente, mas poxa, faltou um pouco mais de desenvolvimento nos personagens.     

O Veredito  
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É um jogo divertido no geral, e vale a pena sim ser jogado, mas acho que os desenvolvedores focaram muito na parte do entretenimento do jogo e esqueceram da parte principal, que era a história, que ficou muito previsível e repetitiva, por isso que perde uns pontinhos na minha avaliação, mas mesmo assim ainda marca bem.  

Bully: 
Pontos positivos: 

  1. Liberdade
  2. Boa jogabilidade  
  3. Divertimento a vera  
Pontos negativos:  

  1. História previsível e repetitiva  
  2. Sem grandes twists   
  3. Missões fáceis  
Nota: 7/10