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terça-feira, 9 de julho de 2019

Cachorro Grande: Todos os Tempos Review #04 O melhor álbum?


Olá pessoal, finalmente depois de muito tempo o quadro está de volta, e hoje, nós vamos falar do álbum Todos os Tempos, da Cachorro Grande, lançado em Junho de 2007, sendo o quarto álbum de estúdio da banda gaúcha, sucedendo o sucesso Pista Livre, do ano de 2005, com a missão de não deixar a peteca cair.  

Colhendo os louros do sucesso: 

A banda nesse período de 2005 pra 2007 passou por seu melhor período comercial, tendo a oportunidade de uma exposição bem maior na TV, tocando no Acústico de bandas gaúchas da MTV e no Show da Virada da Globo em 2005. Outro exemplo de coisas que eles fizeram foi uma propaganda para o globoesporte.com (junto com vários outros artistas bombados da época como Tianastácia e o Lucas Silveira, do Fresno) em que Beto Bruno aparecia como torcedor do Internacional, que não acrescentou muito a banda, mas como é bem tosquinho, acho que vale a pena ser compartilhado.
 


Os antecedentes do álbum:

Mesmo com todo o sucesso chegando, não quer dizer que a banda deixou de trabalhar. Já no meio do ano de 2007, a banda se preparava para lançar o seu novo álbum, e trabalharam duro em divulgação, usando de uma maneira nova na época para se divulgar que era disponibilizar as faixas para ser compradas na internet um mês antes do lançamento nas lojas (inclusive foi uma das primeiras bandas a fazer isso) e junto a isso, eles também fizeram um site com o nome do álbum, mostrando detalhes de produção e curiosidades sobre as músicas (infelizmente esse site hoje não está mais no ar), mostrando toda a força que a Deckdisk deu pra eles, agora vamos falar do álbum em si.

Todos os Tempos foi um álbum que acentuou mais e mais a evolução musical da Cachorro Grande, que deixou mais de lado o som mais agressivo dos primeiros trabalhos, trocando por um som mais elaborado, mais melódico, flertando com o britpop, fazendo eles ganharem cada vez mais a alcunha de Oasis Brasileiro, mas aparentemente isso não é uma coisa que incomodou Beto Bruno, já que ele chegou a declarar que "foi por álbuns assim que eu quis virar músico" então será que podemos dizer que esse é o melhor álbum deles? Vamos descobrir:    

O álbum: 
  


Você Me Faz Continuar: Uma música simples e fácil, uma baladinha romântica que é fácil de se curtir. É um bom início para o álbum, fazendo meio que um link com o último álbum da banda, que tinha algumas músicas com essa pegada, como Sinceramente. É uma das músicas mais reconhecidas desse álbum, mas eu não sou muito fã, mesmo não achando uma música ruim.   

Conflitos Existenciais: Música com pegada totalmente fiel ao trabalho raiz da Cachorro Grande, com Beto Bruno gritando o mesmo que no primeiro álbum, uma faixa que poderia facilmente fazer parte dos dois primeiros trabalhos da banda e ninguém ia notar a diferença.  

Roda Gigante: A MELHOR MÚSICA DO ÁLBUM (de longe)! Roda Gigante entra facilmente no top 5 de melhores músicas da Cachorro Grande (o que aliás é uma boa ideia para o futuro), é uma música que bebeu um pouquinho de Neil Young (até um riff de uma de suas músicas) mas nada que diminua a grandeza dessa música, que fala sobre uma viagem de LSD, e que nos leva também para uma viagem (sem os alucinógenos, é claro) com a voz leve do Beto Bruno alinhado ao riff.  

Sandro: Outra música boa que não é a minha favorita, mas uma coisa que deu pra perceber é que o riff inicial é uma cópia cagada e cuspida de uma música da banda Bouncing Souls, que é uma banda Punk muito boa inclusive, só que não é exatamente uma banda conhecida, então eu me pergunto qual dos membros da Cachorro Grande que encontraram essa música ou se eles copiaram sem querer (acontecem nas melhores famílias isso de você ter uma ideia que você pensa ser original, mas você apenas copiou sem saber).      

Deixa Fudê: Essa música é meio especial por ser a única música que foi cantada por Rodolfo Krieger, baixista da banda, que teve a oportunidade de mostrar seus talentos no vocal, e devo dizer que ele não foi mal, anos depois ele voltaria a explorar esse seu lado após lançar um single chamado Louvado Seja Deus (com participação de Arnaldo Baptista). Sobre a música em si, não tenho muito o que falar, boa, mas nada fora da curva.  

Na Sua Solidão: Uma das inovações desse álbum. A música trás uma pegada diferente de tudo o que o Cachorro Grande fez até ali, com uma pegada mais folk, bebendo mais da fonte do Neil Young. Sem dúvidas uma surpresa bem vinda, ao desenrolar da música, você vai se apaixonando cada vez mais por sua melodia.   

Hoje Meus Domingos Não São Mais Depressivos: Talvez a música mais obscura da banda (e quando eu digo obscura, eu digo no sentido de estranho) já que não é bem uma música, mas sim apenas um instrumental, mas mesmo assim esse instrumental é estranhamente satisfatório para mim, parecendo uma vinheta de Talk Show. Me faz pensar o motivo deles terem colocado isso no álbum, mas eu adorei mesmo assim, adorei esse instrumental e ele é um dos motivos que esse álbum cresceu tanto na meu conceito ao longo dos anos, e eu queria estar brincando.   

Nunca Vai Mudar: Essa é a música sofrência do álbum, aquele tipo de música pra se ouvir quando se estiver na fossa pelo fim de um relacionamento, e é muito boa. Os tons de melancolia e de vazio vão crescendo junto com a voz de Beto Bruno, que vende muito bem os sentimentos de tristeza e fossa que essa música passa.   

Quando Amanhecer: Outra música com foco em relacionamentos, mas dessa vez num encontro de uma noite só. Quando Amanhecer é uma música bem estruturada, lembra bastante um rock dos anos 60, algo dos Mutantes, dos Beatles, sem dúvidas uma ótima música que também trás um pouco de melancolia junto.   

O Que Você Tem?: Um dos destaques do álbum na minha opinião. Uma música que fala sobre um encontro meio não planejado, essa música traz o Gross como vocal principal e o Beto Bruno fazendo o apoio. Com uma dinamicidade no riff, a música lembra um pouco Beatles e Rolling Stones, e as referências acrescentaram, deixando a faixa mais rica, deixando a mais interessante.  

Nada Pra Fazer: Outra música bem sofrência, que tenta forçar mais o sentimento de tristeza do que Nunca Vai Mudar, mas acabou que não conseguiu, mas o que não tira nada da música, continua boa, mas se for pra ouvir uma música pra sofrer, eu prefiro ouvir Nunca Vai Mudar que consegue tocar mais na ferida quando a gente precisa.    

O Certo e o Errado: Uma música nova que foi retirada exatamente do segundo álbum, com guitarradas e gritarias mais acentuadas, pra mim não deveria ter fechado o álbum, poderia ter entrado antes para que Nada Pra Fazer derrubasse o ânimo para mandar o pessoal pra casa, mas fazer o quê? 

Nota do álbum: 8,5/10: Um álbum que demonstra um amadurecimento da banda, um som mais leve e mais elaborado, que tem vários pontos positivos que acabam se sobrepondo nos negativos (que são bem poucos mesmo) trazendo a ideia de evolução e experimentação da banda, tema que seguiria bem forte no próximo álbum, que será revisto por mim no próximo post. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Qual será o futuro de Neymar?


Por incrível que pareça, ninguém vem tendo uma vida mais difícil do que Neymar. Após uma Copa do mundo apagada, algumas lesões, derrotas difíceis de engolir no PSG pela Champions League e pela Copa Francesa e os diversos escândalos extra campo envolvendo o nome do jogador brasileiro, as coisas andam difíceis para o menino Ney. E além de tudo isso, ele teve que ver de fora o reencontro da seleção brasileira com os títulos, coisa que não acontecia a seis anos, após o triunfo na Copa América, levantando mais dúvidas e desconfiança do povo brasileiro, que agora nutre uma opinião mista que o Brasil só foi campeão porque Neymar não estava lá, tem como ficar pior pra ele?   

Em momentos de incerteza, é sempre bom buscar um relaxamento físico e mental, e foi isso que Neymar fez, aproveitou seu tempo de molho por causa de uma lesão para encontrar paz interior e retornar a igreja que costumava frequentar quando criança, com certeza com milhões de coisas na cabeça, buscando uma resposta de uma força exterior para ajudá-lo a lidar com seus dilemas profissionais e pessoais, como por exemplo, "Será mesmo que eu atrapalho o desenvolvimento da seleção?", "Qual deve ser o meu próximo passo?", "O que faço para reestruturar a confiança das pessoas e a minha?".     

Neymar sem dúvida é um jogador muito importante taticamente para a seleção brasileira, mas na mesma proporção de suas habilidades, está o burburinho ao redor do seu nome simplesmente pelo jogador ser uma figura midiática que muitas vezes se sobressai a figura de jogador. Ao longo de sua carreira, Neymar já encarnou diversas facetas: A de ator, a de estrela comercial, a de garoto mimado, a de garoto problemático e agora chegou ao último estágio, chegou as páginas policiais. Recentemente o jogador apareceu mais no Jornal Nacional e no Brasil Urgente do que no Globo Esporte, e isso é um péssimo sinal de que a sua vida extra campo está se sobressaindo mais do que seu trabalho, que também não anda muito bom, se fosse qualquer outro jogador fazendo as coisas que o Neymar fez, já seria rapidamente desconvocado da seleção, mas provavelmente por muitas questões internas (principalmente questões publicitárias, já que se Neymar fosse cortado da seleção, provavelmente os patrocinadores iriam bater de frente com a CBF, já que Neymar é uma figura que atrai audiência) ele não seria rifado da seleção, mesmo não merecendo estar lá, ainda mais com o suporte do Tite, que disse recentemente que "a seleção é Everton Cebolinha, Neymar e mais nove", então ele tem apoio, o que ele precisa agora é conseguir recuperar seu bom futebol jogando no melhor ambiente possível, mas qual seria? 

Sem dúvida esse ambiente não é na França, no PSG, já que Neymar, após bater num torcedor, meio que tornou a situação meio insustentável, e depois que ele se recusou a se apresentar para a pré temporada do clube de Paris, acho que está bem claro que ele deseja sair do PSG, mas a questão seria pra onde ele iria.  

Alguns dizem que o futebol Inglês seria uma boa para ele, já que é um futebol competitivo, com bastante qualidade e visibilidade para ele se mostrar e recuperar o seu prestígio. Outros até dizem que Neymar deveria migrar de um clube rico para outro clube rico, saíndo do PSG para o Manchester City e ter a oportunidade de trabalhar com Gabriel Jesus e Pep Guardiola, mas será que esse é o caminho certo? Neymar já tentou ir para um clube do mesmo nível para se tornar a estrela da equipe, mas gente como Mbappe acabou levando o destaque e o protagonismo para si, e o Manchester City já é uma equipe recheada de craques como Aguero, De Bruyne, Sterling e etc, então talvez seja mais difícil para o jogador brasileiro se firmar.     

Para mim, o passo mais lógico seria uma volta ao Barcelona, mesmo que signifique ter que assumir que errou em sair, mas no momento a equipe catalã é a única equipe no radar de Neymar que tem tudo que ele precisa para ter destaque: Grandes jogadores e peso na camisa (coisa que ainda falta ao PSG e Manchester City). Sem contar que revistar o Barcelona significa também revistar seus grandes amigos Lionel Messi e Luiz Suarez, que juntos formaram o inesquecível trio de ataque MSN, que encantou o mundo com seu futebol. Jogar de novo com os amigos num clube com tradição pode animar Neymar e dar a chance dele de ir longe e ser importante nas competições com visibilidade como a Champions League, fazendo ele recuperar a confiança das pessoas e talvez fazer com que ele mesmo recupere a auto confiança em seu futebol, o que talvez seja o mais importante.

O jogo da vez: WWE Smackdown! VS RAW 2011 (PS2)


Senhoras e senhores, hoje o post é bem especial para mim. A pauta de hoje é sobre uma coisa que eu adoro: WWE, e se tem uma coisa que um fã de WWE gosta muito é dos jogos da WWE, que vem desde as máquinas de fliperama até os consoles atuais, sem duvidas uma coletânea recheada de jogos maravilhosos e marcantes seja o console que você joga. E hoje eu vou falar sobre o meu jogo preferido de WWE, o primeiro jogo de luta livre que eu realmente joguei e que me fez virar fã desse mundo das lutas, o WWE Smackdown! VS RAW 2011 (ou SvR 2011), mas eu vou falar da versão de PS2 porque foi a que eu joguei.   

Esse jogo foi lançado no final de 2010, numa época em que a geração do PS2 já estava enterrada a sete palmos de baixo da terra, já que o PS3 e Xbox 360 chamaram toda a atenção pra si, mas nem por isso pessoas como eu, que não tem dinheiro para comprar um brinquedinho mais caro para seguir no ritmo da tecnologia, ficaram só chupando dedo, já que pelo menos as produtoras que tinham franquias anuais, como PES e FIFA, ainda faziam versões para o PS2, e a THQ (detentora dos direitos dos jogos de WWE na época) não fazia diferente, todo ano eles lançavam o port dos jogos de WWE para o PS2 (quer dizer, todo ano até 2010, já que o SvR 2011 foi o último da franquia a ter uma versão para o Play 2, isso se a gente esquecer do WWE All Stars, lançado em 2011) mas como desde 2006 o foco era nas versões de PS3 e Xbox 360, os jogos de WWE para PS2 costumavam ser bem limitados, o que torna um tanto quanto esquisito eu fazer review de uma versão num vídeo game ultrapassado, mas como eu sou bem pentelho, vou fazer mesmo assim (afinal o que a THQ vai fazer contra mim? Eles tão falidos, eu não) então vamos em frente.  

- Grandes omissões do jogo 


O SvR 2011 foi o jogo em que mais se dava para perceber a diferença entre os consoles da 6° para a 7° geração, já que enquanto nas versões de PS3/Xbox 360, o jogo tinha gráficos superiores e uma física nova super realista em que mesas eram quebradas de uma forma mais simples, o PS2 acabou retendo a física antiga em que se você tentasse jogar o oponente numa mesa, a mesa era afastada para longe e não quebrava, tornando tudo meio esquisito. Além disso, quem resolveu ficar com vídeo games antigos acabou sendo privado do modo Superstar Threads, que nos deixava mudar a cor da roupa dos lutadores, podendo criar belas combinações de cor e criar roupas alternativas. Esse modo na verdade já havia sido privado antes, já que o Smackdown VS RAW 2010 também tinha esse modo, só que para os consoles modernos. Podemos argumentar que esse modo não foi incluído porque o PS2 não tinha capacidade para isso, mas eu já vi esse recurso em outros jogos de luta do PS2, então qual é o motivo de não colocar no PS2? Pra mim, a única razão plausível é o descaso, já que outros detalhes pequenos também ficaram exclusivos para a geração nova, como por exemplo, o jogo no PS2 não anuncia um lutador com um cinturão como campeão sendo que em jogos antigos o jogo anunciava o campeão. A única maneira de um lutador ser anunciado como campeão é se ele for um lutador criado pelo player.   
 
Mas a maior omissão foi no departamento de personagens que podiam ser utilizados no jogo. O SvR 2011 foi o segundo game a ter DLC, mas foi o primeiro a fazer um hábito nojento que até hoje permeia os games de WWE: Colocar lutadores importantes no DLC do jogo. De lutadores novos no jogo, os pacotes de DLC deram: Lex Luger, British Bulldog, Chris Masters, Layla e o Nexus (representado por Wade Barrett, Justin Gabriel e David Otunga) o que limitou esses lutadores aos jogadores de PS3 e Xbox 360.     
 
Eu entendo que a inclusão do Nexus no DLC foi simplesmente para dar um boost nas vendas do pacote, semelhante a decisão de incluírem a Ronda Rousey e o Rey Mysterio no WWE 2K19, mas não torna menos injusto, primeiro porque o Nexus foi uma parte muito importante da WWE em 2010, importante de mais para serem ignorados e privados nos games de todos; e segundo porque eles estrearam em Junho, o que ainda daria para serem incluídos no elenco principal do jogo, mas infelizmente eles preferiram incluir lutadores inúteis como Vance Archer e Mike Knox dentro do jogo ao invés de colocar o Nexus como membros do jogo ao invés de DLC. Eu sou da teoria que DLC de jogo tinha que ser conteúdo adicional, não conteúdo que já deveria estar no jogo. Eles poderiam ter incluído pelo menos os nomes dos lutadores, a música e a roupa do Nexus nas versões de consoles datados para que os players pudessem criá-los com facilidade.     

Outras omissões marcantes foram as de Daniel Bryan e Alberto Del Rio, que estrearam na WWE ao longo do ano de 2010 (Daniel estreou junto ao Nexus, mas como foi demitido por enforcar o Justin Roberts com a gravata, acabou perdendo seu espaço no jogo) o que já tornou o jogo atrasado e desatualizado por tabela, outro problema que assola os jogos de WWE.   

- Novos modos  
 
 

Apesar de algumas ausências, a versão de PS2 ainda possui o principal e o necessário para divertir, com os dois modos principais do jogo: WWE Universe e Road to Wrestlemania. 

O WWE Universe é um modo em que você vive uma temporada inteira da WWE, começando no RAW pós Wrestlemania 26 e seguindo até a próxima Wrestlemania, contabilizando um ano no calendário, mas apesar disso, o modo não acaba, é infinito, e o objetivo dele é te dar o poder de comandar a WWE e definir basicamente tudo: Os lutadores que lutam pelo título, o show que os lutadores vão atuar, pode se criar times, pode se separar times e etc. Um modo que lembra um pouco o saudoso GM Mode, mas um pouco diferente, já que você não comanda um show, você comanda todos os shows, num conceito bem diferente e revolucionário para a época. Infelizmente nem tudo é perfeito e esse modo também tem suas falhas, muitas delas que foram corrigidas ao longo do tempo, como por exemplo a falta de customização, já que você não pode montar de fato o seu calendário, tem que jogar com o que o game te dá; outro problema é os ataques randômicos que acontecem ao longo da jogatina, já que o game produz cutscenes que podem gerar histórias, mas o problema é que a maioria delas acontece de uma forma aleatória, especialmente quando você está planejando uma história, aí o game vai lá e muda a direção do nada, coisa que diminuiu bastante ao longo de outros lançamentos.  

 

O Road to Wrestlemania não é exatamente novo, mas ganhou uma nova roupagem que dá uma experiência nova ao player, já que agora você pode andar com o seu personagem em 3° pessoa, ao estilo GTA, além disso, você pode jogar 5 histórias diferentes, sendo elas: 

- Vs Undertaker: Quem conhece um pouco de WWE já ouviu falar na criatura mítica que é o Undertaker, um lutador "zumbi" com poderes sobre humanos que é muito poderoso, e sua marca principal é a sua sequência de vitórias na Wrestlemania (maior evento da WWE) numa marca que na época era de 18V-0D, e a sua missão é quebrar essa sequência, assumindo o controle de Dolph Ziggler, John Morrison, R Truth, Kofi Kingston ou um lutador criado, você embarcará numa aventura sobrenatural e surrealista tentando se provar para as pessoas que você tem a capacidade de derrotar Undertaker na Wrestlemania.  

- Chris Jericho: Jogar sujo também faz parte da vida. Você encarna na pele de Chris Jericho, um veterano bem arrogante cujo objetivo é se tornar campeão da WWE, mas ele não consegue vencer o campeão, Triple H. Você irá embarcar numa jornada cheia de emoção e pancadaria, usando de todos os artifícios possíveis (legais e ilegais) para chegar a seu objetivo: O título máximo da WWE.  

- John Cena: THE CHAMP IS HERE! O rei da garotada, John Cena conseguiu uma chance para enfrentar o campeão da WWE, Randy Orton, mas um monte de adversidades afastam Cena do seu objetivo, mais precisamente a proteção especial que Randy Orton tem com a Legacy (Ted DiBiase Jr e Cody Rhodes) e Vladimir Koslov e Ezekiel Jackson. No meio termo, um determinado MVP vence o Royal Rumble em busca do seu lugar ao sol, os dois se unem para tentar acabar com o reinado de terror de Randy, mas as coisas complicam. Entre numa jornada sobre amizade e adversidades para vencer o título da WWE. 

- Rey Mysterio: Após um acidente de carro, Rey Mysterio perde a memória e fica meio confuso, duas pessoas aparecem para ajudá-lo na recuperação: Jack Swagger e Evan Bourne,  mas quem está mesmo do lado dele e quem está tentando usá-lo? Isso é o que você precisa descobrir. Numa jornada com múltiplos caminhos, você entrará numa verdadeira novela para conseguir vencer o título Mundial dos Pesos Pesados.   

- Christian: Uma hora você tem tudo, outra hora você não tem nada. Christian era o rei da ECW, mas por uma jogada do destino, acabou indo parar no Smackdown!, onde ele encontrou um velho amigo em Edge, o que faz eles resgatarem uma parceria do passado. Entre numa jornada divertida, cheia de nostalgia e quebra da quarta parede, num caminho que pode te levar aos títulos mundiais na Wrestlemania.  

-Modos de criação 

 
 

Qual é a graça de jogar WWE e não criar seu lutador? Pois é. Apesar da falta do Superstar Threads, a versão de PS2 não desaponta no quesito criação, dando liberdade para o player fazer o que quiser, podendo criar seu lutador, a entrada dele (que pode ser super complexa ou bem simples), determinar os golpes, e até criar um Finisher, que pode ser um golpe devastador ou apenas uma bobeira engraçada.  

Outro recurso muito aclamado é o Create a Storyline, que voltou do jogo passado, no qual você cria suas histórias personalizadas, o que pode ser um belo artifício para quem joga o Universe para tirar todas as promos da imaginação e dar um toque a mais nas suas rivalidades.   

O Veredito:  

 
 

Apesar da versão de PS2 ter suas limitações, o jogo continua sensacional de ser jogado, independente da plataforma. WWE Smackdown! VS RAW 2011 sem dúvida fez história nos jogos da WWE, e por uma boa razão, é um jogo lotado de diversão para todo o tipo de player, até mesmo quem não conhece muito bem WWE pode pegar esse jogo e ter uma ótima experiência de gameplay. 

Nota: 9,6/10
 
 
 

sábado, 6 de julho de 2019

Post n° 100: Conversando sobre o blog


Cem, uma palavra que pode ter diversos significados, pode ser escrita de várias formas, como em número (vide número 100). Cem pode significar o topo, pode significar tudo, 100% de aprovação, 100% de aproveitamento, mas também não pode significar nada, pode ser algo sem valor, sem chance de acontecer, tudo depende do ponto de vista, da maneira que se escreve, do contexto que ele está envolvido. E sei que nesse contexto o número 100 não significa muito pra vocês, mas pra mim tem um significado bem sensacional (ok, me desculpem por isso). 

No dia 20 de março de 2016, uma noite de domingo, usando o notebook do meu irmão no sofá da sala, eu dei início a uma nova história. Uma história que não era novidade pra mim, já que a experiência de criar blogs eu já tive, mas nenhuma foi tão diferente como essa. Eu tive 5 blogs antes de criar o Coisa Minha, um de tirinhas meme em 2012; outro sobre TV, em 2013;  um blog chamado Tudo e Mais um pouco, em 2015 (que podemos dizer que foi o protótipo do Coisa Minha); um blog de notícias de TV em 2015 também; e o Bloggagem Independente, em 2016, que como o nome já sugeria, eu iria fazer minha bloggagem (tendeu? Já que a hospedagem é do Blogger) independente de modas, independente de público, independente do tema, eu iria escrever sobre o que me estimulava, o que me deixasse à vontade, mas por algum motivo eu abandonei mais um blog, até que tive um estalo na minha cabeça alguns meses depois e as ideias foram surgindo e eu estava jorrando-as na interweb, e assim se passaram 3 anos e meio, quase 70.000 visitas e, agora, 100 posts para chegarmos até aqui.      

O Coisa Minha foi um espaço idealizado para ser pessoal (mesmo que eu quase nunca tenha desabafado nada por aqui) em que eu sentia liberdade de abordar qualquer assunto, escrevendo da forma que eu quisesse, sem ter que me importar em escrever corretamente ou sem ter que me preocupar com formatações, não me preocupar em monetizar o blog ou postar com frequência (aliás, me desculpem por isso, lol) só para eu matar minha vontade de escrever, e foi uma jornada incrível, e continuará sendo, mas se torna cada vez mais legal por vocês estarem aqui, então MUITO OBRIGADO, PESSOAL.   

Agora vamos parar de falar de sentimentalismo e vamos seguir em frente. Apesar de todo esse papo meloso, não, eu não estou parando o blog (para a tristeza geral da nação) mas sim quero melhorá-lo e ficar ainda mais satisfeito com o conteúdo descrito aqui, por isso peço a você, leitor querido, ideias do que posso fazer neste espaço, já que é uma ideia inteligente fazer isso, então estou aceitando sugestões de pautas para posts futuros, se vocês quiserem ajudar esta pobre alma aqui, deixe nos comentários a sua ideia, ou mande para mrgguimaraes7@gmail.com e nós trocamos uma ideia, eu te dou os créditos e ainda pode rolar mais negócios entre nós. 

Além das pautas de vocês, eu também tenho minhas ideias, e vou expor só um pouquinho pra vocês pra não encher ninguém de esperanças, eu já tentei seguir uma programação e falhei miseravelmente porque eu procrastino muito, então as coisas não andam.  
Prioridade n° 1: Eu quero terminar a série sobre os álbuns da Cachorro Grande. Eu sei que a ideia era acabar até o fim do ano passado, mas sabe como é, né? Então como a banda vai fazer seu último show no dia 13/07, essa é a minha deadline, tenho ainda quatro álbuns pra cobrir e vou fazê-los até o próximo sábado, e eu vou conseguir ou meu nome não é Armando Bagunça. 
Prioridade n°2: Eu quero focar em fazer mais reviews de séries e livros. Todos os posts desse estilo deram muitos views aqui, em especial a resenha da parte 5 de The Ranch, que deu bem mais do que eu esperaria um dia, então porque não continuar? Vou fazer reviews de séries que já vi, de série velha, de série nova, de livros, tudo que der pra eu soltar minha opinião irrelevante, eu vou soltar. 
Prioridade n°3: Quero escrever mais sobre esportes. Gosto de esportes e é um dos assuntos que entendo um pouquinho, e sei que tem muito público pra isso, então vou falar sobre os principais campeonatos de futebol e outros eventos que me chamem a atenção, também pode rolar um editorialzinho de vez em quando também.    
Prioridade n° 4: Quero fazer uma série sobre eventos televisivos. Se vocês acompanham esse blog, sabem que uma coisa que eu gosto de falar é televisão, é um veículo que me fascina, mesmo eu sendo dos anos 2000, o que automaticamente já me faz ter um vínculo maior com internet, o que não deixa de ser verdade, mas TV é top também, por isso quero falar sobre eventos importantes, fazer reflexões sobre o "tubo infecto".      
Prioridade n° 5: Criar histórias de ficção. Essa é uma boia que eu canto a muito tempo aqui, mas nunca tive a disciplina pra fazer, e possa ser que eu nem tenha e que isso aqui não aconteça, mas tenho umas ideias que queria tirar do papel e seria bem legal se eu conseguisse, então eu vou tentar tirar alguma coisa da minha cabeça, mas se alguém quiser ajudar seria legal (manda um e-mail para mrgguimaraes7@gmail.com).

E por hoje é só, acho que conseguir focar em todos os pontos que queria, as prioridades são coisas que quero fazer, mas não quer dizer que vão acontecer, já que a vida é uma caixinha de surpresas, mas eu quero e vou tentar me empenhar. Obrigado a você que leu até aqui, e até a próxima.



 

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Qual será o futuro do futebol feminino brasileiro?

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No início desse mês tivemos o pontapé inicial de um evento que causou um burburinho tremendo nas redes sociais: A copa do mundo feminina de 2019, que chegou em sua oitava edição, e talvez a mais importante pelo menos para o Brasil, já que seria a primeira que teria a transmissão dos jogos pela Rede Globo, a segunda maior emissora do mundo e a maior do nosso país, o que é ótimo em teoria, já que atraiu os olhares do brasileiro para a modalidade, mas também gerou muito debate envolvendo machismo, o nível do futebol feminino e principalmente política.   

Podemos dizer que a decisão da Globo em transmitir o mundial feminino partiu diretamente de toda a mobilização nas redes sociais em parte do movimento feminista, que vem ganhando cada vez mais força na mídia junto com outros grupos marginalizados, mais ou menos, já que vemos várias marcas as abraçando e fazendo propagandas enaltecendo as mulheres, os LGBT, os negros e etc. Mas é de se pensar se o motivo de todo esse espaço é pelo apoio as causas, ou simplesmente jogada de marketing para tirar dinheiro desse público, o que me leva a transmissão da Globo, que exibiu todas as partidas da seleção brasileira numa tentativa de mostrar que era a favor da diversidade e apoia o futebol feminino, mas deu um tratamento bem porco para a competição feminina, exibindo na TV aberta apenas os jogos do Brasil e ignorando o resto do mundial, o contraste de tratamentos fica claro quando você lembra que a copa masculina foi no ano passado e que a emissora passou ao vivo a maioria dos jogos, mesmo após a eliminação da seleção brasileira para a Bélgica (entre nós: Agora que a seleção feminina foi eliminada da copa, acho bem difícil passar outro jogo da copa feminina na Globo) mas o descaso com a competição não fica só na emissora carioca: A Band, emissora que já passou a copa feminina antes e que bate no peito pra dizer que ligava pra futebol feminino antes de ser "cool", também não está passando todos os jogos, exibindo apenas alguns ao vivo e exibindo a maioria depois das 0h (parte disso acontece por conta do contrato da emissora, a outra parte acontece por simples falta de inteligência dos diretores da Band, que vão deixar de exibir ao vivo um jogão como Estados Unidos e França para exibir o Datena simplesmente porque eles acham que o Datena dá mais audiência).    

Apesar do completo descaso característico da Globo com o esporte (isso acontece com vários outros eventos esportivos) o futebol feminino colheu lucros, elevando a audiência da emissora, que ficou entre os 20 e 30 pontos em todos os jogos exibidos, mantendo a liderança, números esses que são atingidos com as partidas de futebol habituais da Globo, mas não se comparando a audiência de uma seleção masculina numa copa do mundo. Toda essa audiência significa engajamento das pessoas sobre o assunto, seja falando bem ou falando mal do futebol feminino, especialmente vários homens detonando o futebol das mulheres por determinados motivos, seja pela baixa qualidade, erros bobos dos times e etc.    

Pra mim, criticar o nível do futebol feminino é meio injusto, já que é a mesma coisa que chover no molhado. É óbvio que o futebol feminino tem um nível bem abaixo do masculino, são anos de incentivo para se evitar o crescimento dessa modalidade, aqui no Brasil já foi proibido por lei, inclusive. Mas acima de tudo, o prestigio das duas modalidades são diferentes, é só comparar quanto tempo existe a copa masculina e a feminina, uma começou em 1930, a outra começou em 1991, são várias décadas de diferença, no fim das contas tudo o que importa é o investimento, já que os EUA no futebol masculino é horroroso e é genial no futebol feminino.    

Se as críticas fossem apenas no âmbito técnico, estaria tudo bem, mas infelizmente a internet brasileira transformou isso numa batalha campal, ou num 3° turno das eleições, já que aparentemente quem torcia para a seleção feminina era de esquerda, e quem não gostava dos jogos e criticava era de direita, infelizmente mostrando um lado do brasileiro que já cansamos de ver por pelo menos uns 3 anos, o lado louco e insano, trazendo a tona o quão triste está a internet brasileira, que vive numa guerra ideológica sem escrúpulos, capaz de politizar e tirar a graça de um dos melhores momentos do esporte, que é a copa do mundo.  

Após toda essa reflexão sobre todos os acontecimentos, é preciso pensar o que pode acontecer daqui pra frente com o futebol feminino brasileiro, que necessita urgente de uma renovação. A seleção tem jogadoras que estão a mais de 10, 15, 20 anos na seleção, que é o caso de Formiga que foi para sua sétima e última copa, que pra alguns pode ser considerado como um esforço heroico, mas na verdade é uma situação triste do futebol feminino, já que não tem jogadora à altura para substituí-la, por isso é essencial que a CBF primeiro exija que os clubes criem também um time feminino para assim dar mais opções a serem convocadas, além do crescimento e divulgação do Campeonato Brasileiro de futebol feminino, que está em exibição na Band, mas se por acaso der muita audiência pode pintar na Globo, como foi com o UFC. E por falar na poderosa, ela também pode ter um papel muito forte no crescimento de popularidade, já que para muitos, foi o primeiro contato com o futebol feminino de muitas pessoas exibindo as competições da seleção também

sexta-feira, 10 de maio de 2019

5 Covers que ficaram melhores que a música original


Músicas covers são coisas muito comuns no universo da música. Todo mundo já deve ter visto algum vídeo na internet de uma pessoa não tão conhecida fazendo versões de músicas famosas. Teve gente que até ficou famosa com isso, que é o caso da Mariana Nolasco, que começou lá atrás com vídeos modestos no seu canal tocando músicas de vários artistas e acabou ganhando muita notoriedade, ao ponto de hoje em dia produzir músicas autorais e conseguir lançar um álbum. 
Mas e quando artistas consagrados resolvem embarcar nesse ideia? Seja no início da carreira ou no final dela, vários cantores famosos e com grandes carreiras já fizeram covers, alguns bons, outros nem tanto, é verdade, mas existem os casos em que o aprendiz supera o mestre, e a versão fica tão boa que a pessoa que fez o cover acaba, sem querer, recebendo a autoria da música, já que as pessoas associam a tal música mais a você do que ao artista original. Então aí vão 5 covers que ficaram melhores que a música original. PS: Na minha humilde opinião. 

5-  Twist and Shout (The Top Notes, Isley Brothers e Beatles)   

Você sabia que Twist And Shout não é uma canção original dos Beatles? Parece loucura pensar, mas é a verdade. A música teve três regravações, todas elas acontecendo num intervalo de 2 anos. A primeira aconteceu em 1961, com o grupo The Top Notes, sendo lançada como B-side em um single do grupo, a música tinha uma pegada mais dançante da versão que todos conhecem. Já em 1962, o trio Isley Brothers, com o auxílio de Bert Berns (um dos compositores originais) lançaram uma nova versão da música no estilo do Rock, numa versão bem mais parecida com a que os Beatles lançaram, em 1963, no álbum de estreia do grupo. A história daqui pra frente todos nós já sabemos: Os Beatles viraram a banda mais icônica do Rock e pouco mais de 20 anos depois, a música apareceria no filme Curtindo a Vida Adoidado, sendo eternizada para sempre na história da música. E nós podemos dizer que apesar de poucas diferenças, é errado imaginar o Ferris Bueller cantando outra música que não seja a versão dos Beatles de Twist and Shout.   

4- Handbags And Gladrags (Mike d'Abo, Rod Stewart e Stereophonics)   

 

A música que é conhecida por ser o tema da versão Britânica de "The Office", Handbags And Gladrags, assim como Twist And Shout, também teve três gravações diferentes, uma melhor do que a outra. 

A música foi originalmente escrita por Mike d'Abo, em 1967, mas o ex vocalista do Manfred Mann apenas lançou sua versão em 1970, numa pegada meio folk e um pouco country, mas antes disso, o então estreante no cenário da música Rod Stewart estava para lançar seu primeiro álbum, e nele estava uma versão da música de d'Abo, numa versão que contava com uma roupagem diferente, com a intervenção de um piano e com uma outra melodia, a música veio a ser lançada em 1969.  

Em 2001, a banda Stereophonics resolve fazer a sua versão da música. Sendo um dos destaques do seu então novo álbum Just Enough Education To Peform, a banda galesa lança uma versão mais pesada da música, com guitarras mais presentes e graves, mas ainda mantendo a mesma roupagem que Rod deu a música. A versão foi um sucesso e até hoje a música é uma das mais aclamadas pelos fãs da banda.   

Alguns podem discordar, mas para mim, a versão da Stereophonics é a melhor das três, pois por mais que ela mantenha a mesma base da versão de Rod Stewart, e Rod e Kelly Jones (vocalista da banda) tenham uma voz parecida até certo ponto, a melancolia, o sentimento está mais presente na versão da Stereophonics, o que faz ela se destacar para mim.   

3- Mad World (Tears For Fears e Gary Jules)    




Numa época em que o new wave e Depeche Mode eram bem populares, surgiu uma leva de músicas depressivas que você pode dançar (hoje em dia nós temos isso com a Lana Del Rey) e seguindo essa ideia, o grupo Tears For Fears lança uma música no mínimo curiosa. Com o lançamento do álbum The Hurting, um dos singles desse álbum fez grande sucesso no ano de 1982, esse single era nada mais nada menos que a música Mad World, uma letra escura, depressiva, mas que tinha uma batida bem energética, o que tirava a música do patamar de músicas tristes e a colocava num patamar de músicas melancólicas.

Alguns anos depois, em 2001, o filme Donnie Darko era lançado no mundo, e além de confundir as pessoas, esse filme também trouxe uma nova versão da música de Tears For Fears, interpretada na voz de Gary Jules. A música ganhou uma roupagem ainda mais escura e depressiva, sendo reproduzida um pouco mais lenta e minimalista, a música acabou virando um sucesso ainda maior, ganhando uma sobrevida e sendo imersa de vez na cultura pop, mas infelizmente os créditos acabaram caindo para Gary Jules e não para Tears For Fears, fazendo com que as pessoas desassociassem essa música deles.   

Apesar de eu preferir a versão original, eu coloquei essa música aqui porque é totalmente compreensível entender por que essa música virou o que virou após o cover. O trabalho feito na melodia casou perfeitamente com a letra, e como a música estourou bastante em trabalhos como Donnie Darko e Riverdale, resolvi dar um crédito, mesmo gostando mais da primeira versão.  

2- Running Up That Hill (Kate Bush e Placebo) 
 


Seguindo a linha de músicas depressivas que dá pra dançar, a cantora britânica Kate Bush lançou na década de 80 a versão original da música, que como vocês podem ver, é literalmente uma música triste que você dança (no caso a própria Kate Bush dançou) diz a lenda que essa música foi feita para a mãe da Kate que estava com câncer na época, e a música retrata a tentativa dela de salvar sua mãe fazendo uma troca para morrer no lugar dela. Pesado, né? Mas o que a gente vê no vídeo clipe é ela dançando a rodo, como se não houvesse amanhã. Tipo, a mãe dela está para morrer, mas não tem problema, vamos dançar aqui.   

Talvez eu não tenha entendido alguma coisa ou não entenda muito de pop para falar sobre essa música, mas definitivamente a versão da Kate não me agradou, mas o cover da música feito pela banda Placebo, em 2003, definitivamente me tocou. Você consegue sentir de fato todo o peso da letra, com uma melodia que fez a música mais justiça, ainda mais quando você assiste a promo da luta final entre Undertaker e Shawn Michaels na Wrestlemania 26, que essa música está presente, você consegue entender porque esse cover ficou melhor que o original. 

1- Hurt (Nine Inch Nails e Johnny Cash)
 



Talvez o melhor cover da história, a música Hurt foi inicialmente lançada pela banda Nine Inch Nails em 1999, com pouca badalação por trás da banda, mas no final de 2002, o lendário cantor Johnny Cash regrava essa mesma canção, o que é considerado o último trabalho dele antes de sua morte em 2003.   

A música além de ser muito bem repaginada por Cash, virou icônica por um número gigante de motivos. Um deles é que além de ser o último trabalho do cantor, acertou em cheio no timing, já que o vídeo da música faz meio que uma reflexão sobre a carreira e tristezas de Cash, e como ele veio a falecer poucos meses depois desse lançamento, acabou virando um hino sobre ele e fez um momento legal de fechamento em sua vida, como se Johnny Cash tivesse lançado a música sabendo muito bem que morreria pouco tempo depois.   

A música original é muito boa também, e apesar de poucos, também teve seus momentos de exposição na mídia, mais precisamente no final da segunda temporada de Rick e Morty, já a versão de Cash já apareceu em vários filmes, mais recentemente a música apareceu no filme Logan, de 2017. Sobre o cover, a banda Nine Inch Nails disse que se sentiu orgulhosa que Johnny escolheu sua música para fazer um cover, e que hoje em dia a música é mais de Johnny Cash do que do Nine Inch Nails.

terça-feira, 19 de março de 2019

Por que nas sitcoms o casal principal é sempre composto pelos personagens mais sem graça?


Eu amo sitcoms! As clássicas, as novas, as muito engraçadas, as que não tem tanta graça assim. Eu adoro o conceito de ver uma história de personagens com suas peculiaridades crescendo, evoluindo e passando por momentos divertidos, porque adivinha só? Isso é divertido, mas acima de tudo, as sitcoms são interessantes, quer dizer, elas tem a fórmula perfeita de se fazer uma série: Episódios curtos pra pessoas que só querem relaxar e se distrair com alguma coisa; personagens que são fáceis de se identificar e criar um laço afetivo dentro de você; e o melhor de tudo: Elas te fazem rir, então como não gostar de uma sitcom? 

Assistindo muitas sitcoms, eu parei pra pensar em uma coisa: As sitcoms mais famosas são aquelas que contam a história de um grupo de amigos vivendo sua vida, não importa se é nos anos 90 (Friends) anos 70 (That 70's Show) anos 2000 (How I Met Your Mother) ,além da ideia principal, as séries também se repetem em outros sentidos, por exemplo, por que o casal principal é sempre os personagens mais sem graça?   

Eu sei que humor e preferências sobre certos personagens são coisas inteiramente subjetivas, e não é que eu odeie o Ross ou a Rachel, por exemplo, mas se você comparar com o resto dos personagens de Friends, eles são os únicos sem uma característica destaque, já que a Monica é a doida da limpeza, a Phoebe é menina desconstruída, o Joey é o mulherengo burro e o Chandler é o cara que sempre faz uma piada. Além disso, Ross e Rachel são os personagens que mais fazem bobagem e que mais tem seus defeitos expostos de uma maneira séria.  

Em How I Met Your Mother, por exemplo, o Ted e a Robin são os protagonistas que o pessoal menos gosta na série, já que enquanto ele sempre vai fracassando de relação em relação e sempre tendo a ocasional queda pela Robin, ela pegou a fama de ser muito fria quando se trata de relacionamentos, já que ela sempre dispensava o Ted, mas acho que a pior característica dela é o egoísmo e a falta de maturidade, já que ela só busca um cara quando ele segue em frente, isso é tão verdade que o Barney percebeu isso e teve que fingir namorar a Patrice pra enganar a Robin e conseguir casar com ela.   

Em That 70's Show isso também acontece, todos os outros personagens tem sua característica principal: O Hyde é pirado nas conspirações; a Jackie é uma menina rica, mimada e preconceituosa; o Kelso é  o narcisista burro e o Fez é um tarado. Os únicos que escapam dessa onda são o Eric e a Donna, ele é só um menino sem sal que tem seus momentos engraçados, mas o único motivo dele aparecer tanto na série é só porque ele mora na casa que tem o porão que os meninos ficam, e a Donna, a única característica forte nela é que ela é a feminista lacradora, que defende os frascos e comprimidos, que com certeza faria textões no Facebook e Twitter reclamando de alguma coisa e torrando a paciência das pessoas.  

Na minha teoria, eu acho que os dois personagens mais sem graça individualmente acabam se juntando porque a série precisa de sua carga em emoção e pra seguir a história, enquanto os outros mantêm as piadas rolando enquanto os outros dois brigam.